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Os ETFs que mais renderam em 2022 e o que eles têm em comum

Fundos de ações que pagam bons dividendos lideraram o ranking do ano, segundo levantamento da Quantum

ETF: fundos do Itaú e Banco do Brasil dominam pódio com ETFs que seguem índices de dividendos e financeiro (Epiximages/Getty Images)

ETF: fundos do Itaú e Banco do Brasil dominam pódio com ETFs que seguem índices de dividendos e financeiro (Epiximages/Getty Images)

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Marília Almeida

6 de janeiro de 2023, 17h22

O ETF de ações que pagam dividendos IT Now IDIV (DIVO11) liderou o ranking dos fundos de índice mais rentáveis de 2022. É o que aponta um levantamento feito com dados da Quantum.

O fundo do Itaú tem como objetivo refletir a performance do índice Dividendos (IDIV), calculado pela B3, principalmente através do investimento nas ações que compõem a carteira do índice. No ano, o fundo registrou valorização de 13,14%. Entre os papéis que compõem o índice estão Gerdau, Vale, Petrobras, Eletrobras e Cemig. No ano o IDIV avançou 12,65%. 

Foram considerados no levantamento apenas ETFs que tiveram pelo menos uma negociação por dia no período de 3 de janeiro a 29 de dezembro de 2022. Foi esse critério de liquidez que deixou ETFs de renda fixa de fora do ranking, ainda que tenha sido um bom ano para essa classe de ativo por conta da alta da taxa Selic.

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O ETF é seguido por outro fundo de índice do Itaú, o IT NOW IFNC (FIND11), que replica o índice Financeiro da B3 e registrou alta de 11,67% no ano. Estão incluídas na carteira do índice ações de bancos, seguradoras e outras instituições financeiras, como Bradesco, Boa Vista, BB Seguridade, BTG, Cielo, Itaúsa, a própria B3, entre outras. No acumulado do ano, o IFNC avançou 10,2%. 
Na terceira posição do ranking está o BB ETF SP DV (BBSD11), que registrou alta de 6,79%. O fundo busca refletir a performance do Índice S&P Dividendos Brasil, calculado pela S&P Dow Jones Índices LLC e que inclui os 30 maiores pagadores de dividendos. Entre os principais papéis da cesta que compõe o índice, está o da Metalúrgica Gerdau, Bradespar e M. Dias Branco.
No ranking fica claro que a melhor performance em 2022 foi a de investimentos defensivos, caso de ações que pagam dividendos e papéis pertencentes a instituições financeiras, aponta Danielle Lopes, sócia e analista de ações da Nord Research. Faz sentido, já que o ano foi marcado por uma forte alta da Selic e muitas incertezas sobre a economia, no Brasil e no exterior. "São estratégias que aguentam mais 'desaforo'".
Nas carteiras dos fundos mais rentáveis muitas vezes há uma sobreposição de nomes que os levaram a se destacar no ano passado. A diferença, contudo, está na concentração de alguns papéis, que fizeram com que um fundo se sobressaísse ante outro com estratégia similar, aponta a especialista.
"Olhando para os dois índices de dividendos que estão no topo do ranking, o fundo do Itaú se sobressai porque sua carteira tem maior concentração em BB Seguridade, que valorizou 75% no ano passado. Também aplica em Petrobras, que subiu 45%, mesmo devolvendo as quedas, e Vale e Gerdau, que valorizaram mais de 20%".

O que o investidor deve ponderar

Em meio ao surgimento de ETFs de diferentes classes de ativos, como criptomoedas e os setoriais, é importante ao investidor lembrar que essa modalidade de fundo passivo não tem uma classe de risco única.

O risco dos ETFs está diretamente associado ao risco do índice seguido. O ETF é a casca, um instrumento financeiro. Quanto mais sofisticado e ativo o índice, maior tende a ser o valor gerado, o risco e a taxa cobrada.

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