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Caixa recebe mais de 100 mil pedidos de pausa em financiamento imobiliário

Devido à pandemia do coronavírus, o banco havia anunciado que as pessoas físicas poderiam solicitar a pausa de até duas prestações

Caixa: banco liberou a pausa de algumas prestações de financiamentos (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Caixa: banco liberou a pausa de algumas prestações de financiamentos (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 23 de março de 2020 às 19h13.

Última atualização em 24 de março de 2020 às 15h17.

A Caixa Econômica Federal já registrou mais de 100 mil pedidos de pausa nas prestações de financiamento imobiliário desde que esse benefício foi anunciado, na quinta-feira, 19, informou nesta segunda-feira, 23, o vice-presidente do banco público, Jair Mahl. Ainda não há levantamento preciso do quanto isso representa em termos de valores.

Devido à pandemia do coronavírus e seus impactos sobre a economia, a Caixa anunciou, na semana passada, que as pessoas físicas poderão solicitar a pausa de até duas prestações pelo próprio aplicativo, sem a necessidade de comparecimento às agências.

A medida também vale para construtoras, que têm contratos de empréstimos para a produção dos imóveis. No entanto, a pausa não elimina os juros previstos nos contratos.

Neste momento, o banco está avaliando internamente a possibilidade de ampliar a pausa para até três parcelas, tanto para pessoa física quanto jurídica, disse a equipe da Caixa, durante videoconferência organizada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

A ampliação do benefício deve ser anunciada na quarta ou na quinta-feira. "A Caixa é um banco líquido, é o banco do povo brasileiro. Espero que a gente consiga atravessar esse período sem tantos problemas", declarou Mahl.

Durante a conferência, a equipe da Caixa explicou que já tem quase 70% do contingente trabalhando em modelo de home office e que tem se esforçado para garantir o fluxo de recursos para as construtoras. Nas obras, o dinheiro é liberado de acordo com a evolução do trabalho nos canteiros.

Como há dificuldade de envio de técnicos para vistoria das obras nos próprios locais, o banco aceitará liberar os recursos mediante entrega de uma planilha da própria construtora com o descritivo da evolução, acompanhada de foto e vídeo.

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