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Raízen (RAIZ4) fecha acordo de € 3 bi com a Shell e anuncia R$ 6 bi em investimento em novas plantas

Shell terá direito à produção de novas plantas por dez anos; período de construção será de 2022 a 2027

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Caminhão com combustível da Raízen (Raízen/Divulgação)

Caminhão com combustível da Raízen (Raízen/Divulgação)

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Guilherme Guilherme

Publicado em 7 de novembro de 2022 às, 09h46.

Última atualização em 7 de novembro de 2022 às, 09h49.

A Raízen (RAIZ4) fechou um acordo para a venda de 3,3 bilhões de litros de etanol da 2ª geração (E2G) para a Shell. A receita estimada é de no mínimo € 3,3 bilhões, considerando o preço mínimo definido para o E2G.  O contrato ainda prevê ajuste de preço vinculado à cotação do E2G no mercado na data de entrega do produto. Com a assinatura do contrato, a carteira de demanda contratada de E2G da Raízen sobe para € 4,3 bilhões.

Para atender à demanda, a Raízen anunciou o investimento de R$ 6 bilhões para a construção de cinco novas plantas de E2G. O período de construção vai de 2022 até 2027, sendo que cada planta levará até 22 meses para ser concluída. A Shell receberá a produção dessas cinco novas plantas pelos primeiros dez anos de operação de cada unidade, com garantia de suprimento até 2037.

A projeção é de que o contrato gere uma margem/Ebitda próxima de 50%, com investimentos em manutenção estimados em R$ 50 milhões por planta ao ano.

Atualmente, a Raízen possui apenas uma planta em operação e outras três sendo construídas. A projeção da Raízen é de que até o ano-safra de 2027-2028 a capacidade de produção atinja 686.000 m, com 9 plantas em operação.

O fluxo de investimentos, segundo a Raízen, será suportado pelos recursos arrecados no IPO e pela geração de caixa de seus negócios. O plano da companhia é atingir 20 plantas E2G até 2031, com capacidade de produção de 1,6 milhão de m³ ao ano.

O que é o E2G?

Extraído do bagaço da cana, o E2G tem como diferencial não competir com a produção de alimentos (açúcar) e ter baixa pegada de carbono. Segundo a Raízen, o E2G reduz emissões de gases do efeito estufa em 30% em relação ao etanol de primeira geração e em 80% em relação à gasolina.

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