Quem é a advogada escolhida por Biden para liderar o cerco a Wall Street

Sarah Raskim foi secretária-adjunta do Tesouro no governo Obama e deve ter conduta mais rigorosa com os grandes bancos de investimento
Sarah Raskin foi nomeada por Joe Biden para liderar a área de regulação e supervisão do Federal Reserve | Foto: Yuri Gripas/Reuters (Yuri Gripas/Reuters)
Sarah Raskin foi nomeada por Joe Biden para liderar a área de regulação e supervisão do Federal Reserve | Foto: Yuri Gripas/Reuters (Yuri Gripas/Reuters)
Por ReutersPublicado em 17/01/2022 06:42 | Última atualização em 17/01/2022 06:41Tempo de Leitura: 2 min de leitura

A decisão do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, de nomear Sarah Bloom Raskin para liderar a área de regulação e supervisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) colocará uma progressista no cargo mais poderoso de vigilância dos bancos de Wall Street.

A Casa Branca informou na sexta-feira, dia 14, que Raskin, ex-diretora do Fed e ex-secretária-adjunto do Tesouro durante a gestão do ex-presidente Barack Obama, substituirá Randal Quarles.

Quarles, que havia sido nomeado vice-chair do Fed para supervisão pelo ex-presidente republicano Donald Trump, em 2017, renunciou ao cargo em outubro passado e deixou o banco central no fim de dezembro.

A função de supervisão bancária é a mais significativa de várias vagas na diretoria de sete membros do Fed disponíveis para preenchimento por Biden, dando ao democrata a oportunidade de dar um norte para a direção a ser adotada tanto na supervisão de Wall Street quanto na política monetária ao longo dos próximos anos.

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Biden também escolheu os economistas Lisa Cook e Philip Jefferson para ajudar a compor a diretoria do Fed.

Espera-se que Raskin, 60 anos, advogada formada em Harvard, tenha uma postura muito mais dura em relação a Wall Street do que Quarles. O antecessor irritou progressistas com uma abordagem favorável ao setor bancário e medidas que incluíram a flexibilização de várias regras introduzidas após a crise financeira global de 2007-2009.

Raskin conduziria a política monetária em relação a questões espinhosas, como riscos financeiros de mudanças climáticas, regras de empréstimos comunitários e fintechs, e provavelmente revisaria várias das mudanças de regras de Quarles, que abrangem investimentos especulativos de bancos, negociação de derivativos, liquidez e capital.

A profissional ainda precisa ter a nomeação confirmada por um Senado estreitamente dividido entre democratas e republicanos, no qual pode enfrentar recepção altamente partidária. Raskin foi confirmada duas vezes anteriormente, mas esses votos antecederam o atual rancor partidário que permeia o Capitólio.

(Com a Redação)