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Presidente mexicano alimenta maior carry trade do mundo

Estratégia de fazer empréstimos a baixo custo e depois aplicar recursos em títulos mexicanos rendeu retornos de 16% desde a posse de Obrador López

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Obrador López: presidente mexicano tem se mostrado tóxico para os investidores, mas não para quem faz carry trade (Edgard Garrido/Reuters)

Obrador López: presidente mexicano tem se mostrado tóxico para os investidores, mas não para quem faz carry trade (Edgard Garrido/Reuters)

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Justin Villamil, da Bloomberg

Publicado em 22 de janeiro de 2020 às, 17h00.

Última atualização em 7 de fevereiro de 2020 às, 12h26.

De muitas maneiras, o presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, tem sido tão tóxico para investidores quanto o alertado por seus detratores. As ações registraram desempenho abaixo do esperado durante seu mandato de 14 meses, a estatal de petróleo teve sua nota de crédito rebaixada para alto risco e o crescimento econômico está estagnado, na melhor das hipóteses.

Mas há um segmento do mercado em que o líder de esquerda provou ser um forte aliado dos investidores, proporcionando um ganho inesperado que poucos antecipavam: o chamado carry trade. Os investidores que seguem a típica estratégia de fazer empréstimos a baixo custo em dólares e depois aplicar os recursos em títulos em peso de curto prazo obtiveram retornos de 16% desde a posse do presidente, em dezembro de 2018, de longe o melhor desempenho entre as principais moedas. (O dólar canadense está em segundo lugar, com um retorno de apenas 1% nesse período.) Atraídos pela estabilidade do peso e pelas altas taxas de juros do México, os investidores continuam as apostas na negociação. As posições altistas no peso estão agora perto de nível recorde.

A gênese de grande parte disso parece ser a obsessão de López Obrador pela moeda. Tornou-se sua ferramenta em tempo real para medir o desempenho da economia e a percepção dos investidores sobre seu governo, não muito diferente da maneira como o presidente dos EUA, Donald Trump, se concentra no Dow Jones Industrial Average. Todas as manhãs, López Obrador verifica a última cotação do mercado e, se notar alguma movimentação significativa de preço, destacará o fato para o amplo público nacional que sintoniza sua entrevista coletiva diária. O peso se valorizou 8,4% desde que assumiu o cargo, um rali impulsionado em parte pelo orçamento surpreendentemente conservador enviado ao congresso nos últimos dois anos.

Para os investidores, um presidente tão envolvido nas flutuações diárias do peso é aquele que dificilmente permitirá uma queda.

“O governo tem muita consciência de mercado”, disse Danny Fang, estrategista do BBVA em Nova York. Para ele, a baixa volatilidade promovida por López Obrador ajudou o carry trade. “Quando os EUA ameaçaram as tarifas sobre a imigração, que abalaram o peso mexicano, o governo respondeu quase imediatamente. Quando a volatilidade do mercado aumentou, muitas vezes ouvimos as autoridades abordarem a questão.”

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