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Em um momento de precificação pior da celulose, a Suzano está preparada para "navegar o mar revolto", segundo o CEO, Walter Schalka. Agora, a expectativa do executivo é de que um ajuste nos preços possa vir à frente.

"O que estamos percebendo é que tem muito player de celulose abaixo da linha da água e forçadamente tendo de reduzir produção para não ter impacto de resultado. Esse maior ajuste pode levar à possibilidade de aumento de preços. Quando vai acontecer é difícil porque são muito players, mas o preço de US$ 500 por tonelada não é sustentável", disse em entrevista a jornalistas nesta quinta-feira, 03.

As ações da companhia lideravam as altas na primeira metade do pregão da B3. Os papéis subiam 4,55% perto das 15h, para R$ 50,07. Além da perspectiva de um horizonte melhor e números resilientes no segundo trimestre, a ação também pode estar se beneficiando, observa o diretor financeiro, Marcelo Bacci, da queda da Selic, anunciada ontem pelo Copom de 13,75% para 13,25%.

O mercado também reagia bem à perspectiva da companhia de que o Projeto Cerrado, no qual a empresa está investindo R$ 22 bilhões, vá começar a operar antes do previsto anteriormente. A expectativa era para o segundo semestre de 2024. Agora, a empresa prevê início em junho. O Projeto Cerrado produzirá 2,55 milhões de toneladas ao ano, ampliando a capacidade instalada de celulose de mercado da Suzano para 13,5 milhões de toneladas anuais. De acordo com Schalka, conforme os riscos da pandemia foram se esmaecendo, foi possível "dar mais clareza sobre a data de partida" do projeto.

"Continuamos com investimentos de aumento de base florestal, aquisição ou arrendamento de terras e retrofit das fábricas. Nós não antevemos nenhum fechamento de capacidade todas as nossas toneladas estão no melhor quartil de custo e a companhia sempre está olhando perspectivas para novos investimentos", disse o executivo.

Como foi o resultado da Suzano no 2º trimestre?

Os resultados refletiram um período de menores preços da celulose no mercado global, câmbio mais apreciado, custos ainda pressionados e maior concentração de paradas programadas nas linhas de produção. A despeito do cenário mais desafiador, a companhia reportou Ebitda ajustado de R$ 3,9 bilhões e geração de caixa operacional de R$ 2,2 bilhões.

A comercialização de celulose totalizou 2,5 milhões de toneladas no segundo trimestre e as vendas de papéis atingiram 294 mil toneladas. A receita líquida do período somou R$ 9,2 bilhões e, na última linha do balanço, a companhia registrou lucro líquido de R$ 5,1 bilhões. Com o contexto mais adverso, analistas do Itaú BBA e do Santander classificaram o resultado como em linha com as expectativas e destacaram a antecipação do Projeto Cerrado.

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