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Petróleo em baixa com menos otimismo sobre acordo

Os participantes do mercado de petróleo agora voltarão a atenção para os dados sobre o mercado de trabalho dos EUA


	Às 8h42 (de Brasília), o petróleo para fevereiro negociado na Nymex caía 0,61%, para US$ 92,55 por barril
 (Fabrice Coffrini/AFP)

Às 8h42 (de Brasília), o petróleo para fevereiro negociado na Nymex caía 0,61%, para US$ 92,55 por barril (Fabrice Coffrini/AFP)

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Da Redação

Publicado em 3 de janeiro de 2013 às 08h18.

Nova York - Os contratos de petróleo operam em baixa, pressionados por uma realização de lucros após os fortes ganhos registrados na sessão desta quarta-feira (2), quando os preços atingiram as máximas em vários meses em reação ao acordo no Congresso dos EUA para evitar o abismo fiscal.

"A euforia inicial" acabou, afirmaram analistas da Capital Spreads depois que os detalhes sobre o acordo foram avaliados. O consenso é o de que os EUA - que são o maior consumidor de petróleo do mundo - "estão apenas se dirigindo para o abismo um pouco mais lentamente", declararam os analistas em um relatório.

Também em um relatório, analistas dos Commerzbank disseram que o acordo foi somente um dos fatores que deram suporte ao mercado de petróleo. O otimismo com relação à economia, o apetite por risco, o dólar mais fraco e as políticas monetárias expansionistas foram citados como geradores de "grande otimismo" para 2013.

Nos EUA, o petróleo WTI será impulsionado pela notícia de que os trabalhos para a expansão da capacidade do oleoduto Seaway de 150 mil barris por dia para 400 mil barris por dia serão iniciados até o fim da próxima semana. O oleoduto transporta petróleo bruto do ponto de entrega física em Cushing, Oklahoma, para o Texas.


Essa expansão de capacidade permitirá que mais petróleo bruto seja levado para as refinarias e pode até provocar déficit em Cushing, mas muito dependerá da demanda por produtos refinados. Os analistas do Commerzbank afirmaram que o movimento também pode reduzir a diferença entre o preço do brent e o WTI, que está em cerca de US$ 20 por barril desde outubro.

Os participantes do mercado de petróleo agora voltarão a atenção para os dados sobre o mercado de trabalho dos EUA, que são considerados um medidor da saúde da economia norte-americana e deverão ser divulgados na sexta-feira, e para os estoques do Departamento de Energia (DOE) do país, também previstos para esta sexta-feira (4).

Às 8h42 (de Brasília), o petróleo para fevereiro negociado na Nymex caía 0,61%, para US$ 92,55 por barril, enquanto o brent para fevereiro declinava 0,63% na ICE, para US$ 111,76 por barril. As informações são da Dow Jones.

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