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Cotação do petróleo supera US$ 120 o barril com medo de redução da oferta

As cotações internacionais do petróleo tipo Brent chegaram na maior alta dos últimos dois meses

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Petróleo tipo Brent (Angus Mordant/Getty Images)

Petróleo tipo Brent (Angus Mordant/Getty Images)

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Carlo Cauti

Publicado em 30 de maio de 2022 às, 08h51.

Última atualização em 30 de maio de 2022 às, 09h31.

A cotação do petróleo tipo Brent superou os US$ 120 (cerca de R$ 560) o barril nesta segunda-feira, 30.

Esse foi o nível mais elevado do preço do petróleo Brent - que é referência para a Petrobras (PETR3) no Brasil - nos últimos dois meses.

O preço se refere aos contratos futuros com vencimento em julho.

O contrato Brent para entrega em agosto também subiu, mesmo que em proporção menor, chegando em US$ 116,20 por barril.

A alta da cotação foi provocada pelo aperto nos mercados de combustíveis refinados e pela preocupação com a oferta da Rússia.

O índice de referência americano West Texas Intermediate (WTI) também subiu em proporção parecida, para US$ 116 o barril.

Preços altos mesmo se cotação não está em sua máxima

Os preços dos combustíveis refinados, como diesel e gasolina, estão sendo impulsionados pela escassez de oferta nos principais centros de entrega.

A redução das exportações de combustível da Rússia apertaram ainda mais os mercados. Muitas empresas ocidentais estão evitando ou reduzindo as compras da Rússia após a invasão da Ucrânia.

Os motoristas de muitos países estão pagando preços recordes pelo diesel e pela gasolina, mesmo com a cotação do petróleo ainda bem abaixo de sua alta histórica de US$ 147,50 o barril, alcançada 2008.

Tensões geopolíticas elevam preço do petróleo

Os traders de petróleo estão monitorando qualquer decisão da União Europeia (UE) sobre restrições ou até embargo total às compras de petróleo russo nos próximos dias.

Os membros do bloco devem se reunir na segunda e terça-feira, 31.

A proibição total das compras de petróleo russo foi contestada por alguns membros da União Europeia, como a Hungria.

Entretanto, Bruxelas deseja aumentar a pressão sobre a Rússia.

A reticência do grupo Opep+ em acelerar os aumentos da produção de petróleo também está contribuindo para a alta dos preços.

O grupo se reúne na quinta-feira, 2,  e deve manter seu plano de aumentar a produção em cerca de 400.000 barris por mês, a mesma meta do ano passado.

Por último, o preço do petróleo está sendo impulsionado pelas preocupações com o transporte marítimo através do Estreito de Ormuz, por onde passa um terço das exportações marítimas de petróleo do mundo todos os dias, depois que o Irã apreendeu dois navios-tanque gregos na última sexta-feira, 27.

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