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Petrobras não captará em dólar neste ano, diz Barbassa

No primeiro semestre de 2011, a Petrobrás captou US$ 13 bilhões

Rio de Janeiro - O diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, disse hoje que a companhia descarta completamente ir ao mercado para uma captação em dólar, neste ano. "Em outras moedas pode ocorrer, em real ou outras", disse. Ele também lembrou que a estatal poderá buscar recursos no mercado bancário, mas garantiu que não há data marcada para nenhuma nova operação desse tipo.

No primeiro semestre de 2011, a Petrobrás captou US$ 13 bilhões. Nenhuma nova operação foi feita até então. "Nosso caixa está acima dos US$ 20 bilhões, uma condição extremamente favorável para a empresa", disse Barbassa. O executivo lembrou, no entanto, que "a captação não está ligada à minha capacidade, mas à minha necessidade. Vou precisar captar entre US$ 60 bilhões e US$ 90 bilhões em cinco anos. Então, sempre que houver oportunidade dentro de um planejamento adequado seremos grandes frequentadores do mercado", avaliou, após participar de evento promovido pelo Instituto Brasileiro de Executivos Financeiros (Ibef), no Rio de Janeiro.

Segundo o diretor, a companhia concluirá neste mês a primeira fase de avaliação dos desinvestimentos que deverão ser feitos dentro dos próximos dois anos. O programa de desinvestimentos faz parte do Plano de Negócios da empresa para o período 2011-2015 e prevê abrir mão de recursos de US$ 13 bilhões em otimização de caixa e venda de ativos.

Barbassa informou, ainda, que até o final do ano a companhia quer definir uma lista de ativos que poderão ser disponibilizados integralmente ou em parte para o mercado. "Podem ser ativos no Brasil ou fora. Pode ser em exploração e produção ou não", comentou, sem querer dar maiores detalhes. Ele apenas fez questão de descartar completamente a perspectiva de venda de ativos no pré-sal. "Por enquanto estamos apenas em fase de definição de estratégia para realizar esses desinvestimentos. Agora vamos partir para um maior detalhamento", disse.

Indagado sobre a perspectiva de haver "alguma novidade" sobre os desinvestimentos até o final de 2011, ele brincou dizendo "espero que tenha, espero muito". O diretor também esquivou-se de comentar as perspectivas de importação de gasolina neste ano. "Essa previsão sobre déficit de balança comercial é uma daquelas que não me é permitido chutar e errar. Não tenho esse dado".

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