Novo lockdown na China, inflação mundial, IPC-Fipe e o que mais move os mercados

Mesmo com o mercado americano fechado por causa do feriado do Dia da Independência, as bolsas globais estão registrando altas expressivas, com os principais índices da Europa que mostram sinais de recuperação
 (Patricia Monteiro/Bloomberg via/Getty Images)
(Patricia Monteiro/Bloomberg via/Getty Images)
Carlo Cauti
Carlo Cauti

Publicado em 04/07/2022 às 08:17.

Última atualização em 04/07/2022 às 10:56.

Essa segunda-feira, 4 de julho, inicia com as bolsas de valores dos Estados Unidos fechadas por causa do feriado do Dia da Independência.

Mesmo com o mercado americano fechado, as bolsas globais estão registrando altas expressivas, com os principais índices da Europa mostrando sinais de recuperação após uma semana marcada por fortes quedas.

A inflação continua sendo o centro das atenções dos investidores do mundo inteiro, que também continuam olhando aos sinais do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, aguardando uma política monetária mais restritiva para tentar contar a alta dos preços.

A preocupação é ligada a possível recessão global provocada por uma alta de juros repentina demais.

As Bolsas asiáticas estão terminando o dia com um andamento misto, após o governo da China voltar a decretar lockdown em duas regiões da província chinesa de Anhui, que estão enfrentando um novo surto de coronavírus (Covid-19).

No total, mais de 1,7 milhão de habitantes estão em lockdown. Essas medidas aumentaram as incertezas sobre a "linha-dura" de Pequim no combate ao coronavírus, que estaria provocando uma desaceleração econômica na segunda maior economia do mundo.

Não por acaso, o minério de ferro está caindo mais do que 4% na bolsa de Dalian, na China.

Desempenho dos indicadores às 7h (de Brasília):

  • Dow Jones futuro (Nova York): - 0,21%
  • S&P 500 futuro (Nova York): - 0,27%
  • Nasdaq futuro (Nova York): - 0,34%
  • FTSE 100 (Londres): + 1,11%
  • DAX (Frankfurt): + 0,45%
  • CAC 40 (Paris): + 1,01%
  • Hang Seng (Hong Kong): - 0,13%
  • Shangai Composite (Xangai): + 0,53%
  • Petróleo Brent: + 0,35%, a US$ 111,97 o barril

Após ter encerrado o mês de julho com uma queda de 11%, o Ibovespa fechou a semana passada com ganhos de 0,29%.

Na última sexta-feira, 1, o principal índice da B3 encerrou o pregão em alta de 0,42%, sinalizando como o pessimismo do exterior poderia não ter impactando tanto no mercado financeiro brasileiro.

Exxon sinaliza lucro operacional recorde de US$ 16 bi no segundo trimestre

A americana Exxon anunciou que pode dobrar seu lucro operacional no segundo trimestre, para cerca de US$ 16 bilhões, um marco histórico na empresa.

De acordo com as informações da companhia, o lucro operacional do período de abril a junho pode ter um aumento de US$ 7,4 bilhões, sobre os US$ 8,8 bilhões registrados no primeiro trimestre deste ano (quando excluídos os ajustes negativos relacionados à Rússia).

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Avaliada em US$ 370 bilhões, a companhia registrou uma valorização superior a 45% somente neste ano, ou seja, no primeiro semestre.

o Brasil, apesar de também trazer lucros recordes, a Petrobras (PETR3;PETR4) têm sofrido pressão e muita volatilidade na bolsa, dada as tentativas de interferência do governo na gestão da estatal.

A companhia terminou a sexta-feira valendo R$ 390 bilhões na B3, com uma alta bem mais comedida no mesmo período: pouco menos que 22%.

Inicialmente chamada de PEC dos Combustíveis, a proposta aumenta o auxílio-gás, cria um auxílio-gasolina para taxistas, amplia o valor e zera a fila do Auxílio Brasil e prevê um “voucher” de R$ 1 mil para caminhoneiros autônomos, que tem sido chamado de “Pix Caminhoneiro”.

A criação de benefícios sociais é vedada em ano eleitoral. Para contornar a vedação, deve  ser decretado o estado de emergência no país, que permite exceções à regra.

Indicadores

A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulgou nesta segunda-feira o Índice de Preços do Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo. O índice registrou uma alta de 0,28% em julho, desacelerando em relação a alta de 0,42% de maio.

Os dados mostram como os preços das habitações na maior cidade do Brasil tiveram uma queda de 0,57%, enquanto os de transporte caíram 0,28%.

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