Diante de "pior crise já vista", Zuckerberg anuncia corte nas contrações e recursos da Meta

Mark Zuckerberg emitiu alerta aos funcionários em que afirmava que a empresa controladora do Facebook precisará reduzir contratações e recursos
Criador do Facebook, Mark Zuckerberg éo CEO da Meta, que controla a rede social e outras empresas do grupo (Facebook Reality Labs/Captura de tela/Reprodução)
Criador do Facebook, Mark Zuckerberg éo CEO da Meta, que controla a rede social e outras empresas do grupo (Facebook Reality Labs/Captura de tela/Reprodução)
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Estadão Conteúdo

Publicado em 03/07/2022 às 13:19.

Última atualização em 03/07/2022 às 15:15.

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, emitiu um alerta para os funcionários em que afirmava que a empresa controladora do Facebook enfrenta uma das "piores crises já vistas na história recente", o que exigirá uma redução nas contratações e nos recursos.

A mensagem foi entregue durante uma reunião de videoconferência interna na quinta-feira, 30, para os 77,8 mil funcionários da companhia, de acordo com o The New York Times. A declaração também enfatizava que o desempenho dos colaboradores passará por avaliações mais intensas a partir de agora.

"Acho que alguns de vocês podem decidir que este não é o lugar para vocês, e para mim está tudo bem com esta auto-seleção", teria dito o CEO. "De forma realística, provavelmente há um monte de pessoas na empresa que não deveria estar aqui."

Ainda de acordo com o Times, a companhia pretende reduzir as contratações previstas para esse ano, de 10 mil, segundo a meta inicial, para cerca de 6 mil a 7 mil.

Recentemente, a Meta foi impactada por mudança nas configurações de privacidade do sistema operacional móvel da Apple, que limitou a quantidade de dados dos usuários que podem ser coletados pelo Facebook e Instagram.

Após a mudança, a empresa enfrentou duas quedas consecutivas no lucro trimestral, de forma inédita na década, e perdeu cerca de US$ 230 bilhões em valor de mercado, depois de divulgar resultados inconstantes em fevereiro.