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'Não conheço outra alternativa ao dinheiro, além de ouro e criptomoedas', diz Ray Dalio

CEO da Bridgewater defende importância desse tipo de ativo para proteção contra inflação e aumento de dívidas soberanas

Ray Dalio, CEO da Bridgewater: "ouro é um bom diversificador" (Jason Alden/Bloomberg)

Ray Dalio, CEO da Bridgewater: "ouro é um bom diversificador" (Jason Alden/Bloomberg)

Guilherme Guilherme
Guilherme Guilherme

Repórter de Invest

Publicado em 18 de abril de 2024 às 15h41.

Última atualização em 18 de abril de 2024 às 15h56.

O investidor Ray Dalio, CEO da gestora Bridgewater, afirma não conhecer outra alternativa ao dinheiro emitido por banco centrais do que ouro e criptomoedas.

A importância de ativos como esse, afirma o investidor, se mostra ainda maior em momentos de endividamento das maiores economias do mundo.

"A história e a lógica mostram que quando há grandes riscos de que as dívidas não sejam pagas ou sejam pagas com dinheiro de valor depreciado, a dívida e o dinheiro tornam-se pouco atraentes", diz em nota.

O ouro, aponta, seria a proteção contra esse risco. "É como o dinheiro, só que, ao contrário do dinheiro e dos títulos, que são desvalorizados pelos riscos de inadimplência ou inflação, o ouro é sustentado pelos riscos de inadimplência da dívida e de inflação."

"Por isso tenho em meu portfólio"

O ouro, define Dalio, é dinheiro "não garantido por dívida". As criptomoedas também são dinheiro não garantidos por dívida. Não conheço quaisquer outros tipos, embora algumas pessoas possam argumentar que as joias e a arte agem de forma semelhante."

Dalio conta que dinheiro e outros ativos financeiros são bons de se ter quando a economia vai bem e a inflação é controlada.

"Por outro lado, quando ocorre o inverso, o ouro é um bom ativo para se possuir. Essa é a principal razão pela qual o ouro é um bom diversificador e por que tenho algum em meu portfólio", afirma.

Ray Dalio, em 2020, chegou a afirmar que o dinheiro seria um "lixo" (cash is trash) naquele momento pelos riscos inflacionários e a baixa remuneração dos títulos soberanos. Mas, no ano passado, o investidor afirmou ter mudado de ideia, considerando os níveis mais altos de juros e rendimentos dos títulos.

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