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A gigante britânica de óleo e gás BP divulgou nesta terça-feira, 6, um lucro subjacente de custo de reposição (usado como proxy para lucro líquido) de US$ 13,8 bilhões em 2023. Com os preços mais baixos do petróleo, o valor representa uma queda de mais de 50% em relação aos US$ 27,7 bilhões do ano anterior. 

Os números, no entanto, vieram de acordo com a projeção dos analistas, que previam lucro líquido de US$ 13,9 bi, de acordo com um consenso compilado pela LSEG.

A empresa também pretende recompra US$ 1,75 bilhão em ações ainda antes dos resultados do primeiro trimestre, e se comprometeu com uma recompra de US$ 3,5 bilhões no primeiro semestre.

A BP também anunciou um dividendo por ação ordinária de 7,27 centavos para os últimos três meses de 2023, um aumento de 10% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Após o anúncio dos planos da companhia, as ações da BP subiram 6% no pré-mercado.

"As expectativas para o ano 2023 eram de uma forte performance operacional com real impulso na entrega em todos os aspectos do negócio", disse o CEO da BP, Murray Auchincloss, em comunicado.

"Estamos confiantes em nossa estratégia, em entregar uma empresa mais simples, mais focada e de maior valor, e comprometidos em crescer o valor a longo prazo para nossos acionistas."

As ações da empresa listadas na bolsa de Londres caíram aproximadamente 2,6% desde o início do ano.

Pressão

Enquanto isso, a rival Shell anunciou na última quinta-feira, 2,  lucro acima do esperado, com um aumento de 4% em seu dividendo e um novo programa de recompra de ações de US$ 3,5 bilhões.

Já os resultados da BP vêm em meio à pressão de investidores. Em uma carta ao presidente da BP, Helge Lund, e ao então CEO interino, Murray Auchincloss, em outubro, a Bluebell Capital Partners instou a empresa a aumentar seus investimentos em petróleo e gás e reduzir os gastos com energia limpa, segundo carta divulgada pelo jornal Financial Times. 

Em resposta à publicação da carta, um porta-voz da BP na época disse que a empresa "recebe com satisfação o envolvimento construtivo" com seus acionistas.

A BP também nomeou Murray Auchincloss como CEO permanente no mês passado, cerca de quatro meses após seu antecessor, Bernard Looney, renunciar após menos de quatro anos no cargo.

Sob a liderança de Looney, a BP prometeu que suas emissões totais seriam 35% a 40% menores até o final da década.

A empresa, que foi uma das primeiras gigantes do setor energético a anunciar planos para cortar as emissões para zero líquido "até 2050 ou antes", tornou esses planos menos ambiciosos no ano passado. A BP disse quase um ano atrás que, em vez disso, miraria uma redução de 20% a 30%, observando que precisava continuar investindo em petróleo e gás para atender à demanda.

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