Investidor de alta frequência ganha seu espaço dentro da Bovespa

A partir de setembro, servidores poderão ser instalados dentro da própria bolsa e devem reduzir o tempo das operações
Em julho, dos 60,1 milhões de contratos negociados no segmento BM&F, 28% foram através do sistema DMA (.)
Em julho, dos 60,1 milhões de contratos negociados no segmento BM&F, 28% foram através do sistema DMA (.)
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Mirela PortugalPublicado em 09/08/2010 às 12:11.

São Paulo - Um novo passo foi dado para reduzir o tempo das operações com ativos na Bovespa. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aprovou o uso das quatro modalidades de acesso direto ao mercado no segmento Bovespa da BM&FBovespa (BVMF3), informou a bolsa de valores na última sexta-feira (6). A partir de 1º de setembro estarão funcionando os acessos via provedor, via conexão direta e via conexão direta - co-location, antes restritos ao segmento BM&F. Eles serão usados em paralelo a estrutura usada atualmente, o modelo 1 ou tradicional.

Pelo modelo 1, o cliente opera no sistema Mega Bolsa (Ações) por intermédio da estrutura tecnológica da corretora. No modelo 2 ou via provedor, o cliente não utiliza a estrutura anterior e se conecta ao sistema por um provedor de acesso autorizado. No modelo 3 de DMA (Acesso Direto ao Mercado), o cliente acessa a plataforma de negociação da Bolsa via conexão direta. No modelo 4 ou via co-location, o cliente instala seu próprio computador dentro da Bolsa.

Em julho, dos 60,1 milhões de contratos negociados no segmento BM&F, 28% foram através do sistema DMA (pouco mais de 17 milhões de contratos), movimentando 1,3 trilhão de reais. Em junho, o sistema DMA foi usado em pouco mais de 14 milhões de contratos. Cerca de 12% dos negócios da BM&F foram fechados via DMA tradicional em junho, o acesso direto via provedor foi responsável por 10% e o acesso via co-location, 5%.

Segundo a empresa, “este é mais um importante passo em sua estratégia de desenvolvimento de infraestrutura tecnológica e expansão da base de clientes, especialmente investidores conhecidos como de alta frequência (High Frequency Traders – HFT)”.

A bolsa ressaltou que a adoção dos modelos de DMA não altera as responsabilidades atribuídas as corretoras de valores e aos agentes de compensação pela legislação e regulamentação em vigor.

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