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Hurst investe em filme com atriz de Black Mirror e entra no mercado de cinema

Investimento está aberto para o público em geral e prevê rentabilidade de 17,5% ao ano; prazo de retorno é de 16 meses

Mackenzie Davis em participação na série Black Mirror (Netflix/Reprodução)

Mackenzie Davis em participação na série Black Mirror (Netflix/Reprodução)

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Guilherme Guilherme

Publicado em 9 de novembro de 2022, 15h39.

Última atualização em 9 de novembro de 2022, 17h43.

A Hurst Capital, fintech de investimentos alternativos, lançou seu primeiro projeto no mercado de cinema, com o financiamento do longa-metragem Swimming Home. O filme, digirido por Justin Anderson, terá a participação de Mackenzie Davis, que atuou em Blade Runner e Black Mirror, Ariane Labed, que participou de Assassin's Creed, e Christopher Abbott, de The Sinner.

O filme contará a história de um casal com relacionamento próximo do fim que é surpreendido por uma estranha nadando nua na piscina de sua casa de férias. A obra, na avaliação da Hurst, tem um "packing muito atrativo". "Ou seja, há um conjunto de fatores como o diretor, elenco, produtor e uma história que, juntos, funcionam muito bem", disse a fintech na explicação da tese.

A expectativa da Hust é de que o investimento renda 17,5% ao ano em 16 meses. O rendimento pode chegar ainda a 35,35% no cenário mais otimista e, no mais pessismista, a 3,19%, ainda de acordo com as projeções da casa.

O que irá ditar o retorno do investimento será o valor negociado pela Bankside, agente de vendas do filme, com potenciais compradores dos direitos de exploração do filme, que são as distribuidoras. A previsão é de que as vendas ocorram durante os festivais de Cannes, Veneza e Toronto, que serão realizados entre os meses de maio e setembro de 2023.

Aberto ao público por meio de crowdfunding, o investimento terá aporte mínimo de R$ 10.000 e será dividido em duas fatias. A primeira, já disponível na plataforma da fintech, busca uma captação de R$ 924.600.

Quem está à frente da operação é Victoria Castelli, gerente de novos negócios audiovisual da Hurst. "A produção será inscrita em diversos festivais e temos bastante confiança na boa aceitação do mercado internacional. Além disso, como a operação financia parte da obra, estarei presente durante as gravações para acompanhar todo o andamento e ter a certeza de que os prazos serão devidamente cumpridos”, disse Castelli.

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Mais um passo na arte

A estreia da Hurst no mercado de produção audiovisual ocorre após investimentos realizados em outras áreas da arte, como a de artes plásticas, com compra de obras de  Abraham Palatnik, e a de música, com a aquisição do direito sobre músicas do compositor Paulo Ricardo

"Assim como as operações com royalties musicais e obras de arte foram um sucesso, temos certeza de que esta iniciativa voltada ao cinema também cairá nas graças dos investidores e se tornará um novo caminho para financiamento da produção nacional e internacional. Uma forma diferente e necessária para o que setor cresça”, acrescenta Arthur Farache, CEO da Hurst Capital.