Follow-on da BRF: os próximos passos da operação de R$ 7,9 bilhões

Companhia aprovou oferta subsequente de ações em assembleia; papéis da empresa subiram 18% desde que oferta foi proposta
Follow-on da BRF é uma das poucas e grandes ofertas de ações esperadas no Brasil neste ano | Foto: Victor Moriyama/Bloomberg (Victor Moriyama/Bloomberg)
Follow-on da BRF é uma das poucas e grandes ofertas de ações esperadas no Brasil neste ano | Foto: Victor Moriyama/Bloomberg (Victor Moriyama/Bloomberg)
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Bloomberg

Publicado em 17/01/2022 às 18:35.

Última atualização em 18/01/2022 às 13:49.

A BRF (BRFS3) escolheu um grupo de 11 bancos para coordenar sua oferta subsequente de ações (follow-on) que pode levantar até R$ 7,9 bilhões, disseram fontes familiarizadas com o assunto.

A companhia realizou nesta manhã assembleia de acionistas para aprovar a emissão de 325 milhões de ações ordinárias na operação. Segundo informações do jornal O Globo, o follow-on foi aprovado com 90% dos votos favoráveis.

A empresa está trabalhando com Citi, BTG Pactual, Banco Itaú BBA, Morgan Stanley, Bradesco BBI, JPMorgan, UBS BB Investment Bank, Santander Brasil, Safra e Bank of America, disseram as fontes, pedindo para não serem identificadas ao discutir informações confidenciais.

UBS BB, Bradesco, Citi, BTG, Santander, Safra e Credit Suisse não comentam. BRF e os outros bancos não responderam imediatamente a um pedido de comentário.

Em dezembro passado, a BRF propôs um aumento de capital por meio da venda de novas ações. Se o negócio for concretizado, a BRF poderá arrecadar até 7,9 bilhões de reais considerando-se os preços atuais.

As ações subiram quase 18% desde que a oferta foi proposta, já que os analistas esperam que a venda das ações atenda à necessidade da BRF de desalavancar. Também permitiria que a rival Marfrig (MRFG3) potencialmente exercesse um maior controle sobre a empresa, de acordo com um relatório de dezembro do BTG. A Marfrig já detém cerca de 30% da BRF.

O follow-on da BRF é uma das poucas e grandes ofertas de ações esperadas no Brasil neste ano, já que as eleições presidenciais desencorajam negócios menores em favor de transações mais líquidas. Os banqueiros de investimento estão prevendo uma queda na atividade de venda de ações do país este ano, depois de as ofertas terem levantado cerca de R$ 155 bilhões em 2021, apenas 2,5% abaixo do recorde de R$ 159 bilhões em 2020.