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Eletrobras: capitalização ocorrerá até o fim de setembro

O presidente da Eletrobras afirmou ainda que o início da operação da usina hidrelétrica de Belo Monte poderá ser antecipado

EXAME.com (EXAME.com)

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Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h47.

Rio - O presidente da Eletrobras, José Antônio Muniz Lopes, disse hoje que a companhia vai realizar sua capitalização até o fim do mês que vem, independentemente do lançamento das ações da Petrobras no mesmo período. O montante previsto para a capitalização da estatal de energia elétrica gira em torno de R$ 4 bilhões.

Durante o seminário Integração com Energias Renováveis, promovido pelo Grupo de Estudos do Setor Elétrico, Muniz afirmou que a capitalização da Eletrobras se difere da operação da Petrobras, porque não será levada ao mercado financeiro.

"Será transformada uma dívida da Eletrobras com o Tesouro Nacional e o com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em participação acionária, embora em um volume pequeno, insuficiente para alterar o grupo de controle da empresa", explicou Muniz. Com a operação, a empresa espera se livrar de um montante de R$ 500 milhões anuais de gastos com os juros da dívida.

Belo Monte

O presidente da Eletrobras afirmou ainda que o início da operação da usina hidrelétrica de Belo Monte poderá ser antecipado, mas não quis dizer em quanto tempo. O início das operações estão previstas para 2015. "O problema é o tempo de fabricação das máquinas.

Praticamente em todas as usinas está havendo antecipação", afirmou. Muniz disse que o valor total do projeto poderá ser superado, desde que a rentabilidade seja assegurada. O projeto atualmente está programado para receber investimentos de R$ 20 bilhões. Segundo ele, as obras físicas estão previstas para serem iniciadas em 2011.

Ainda de acordo com Muniz, os contratos de concessão e outorga relativos à Belo Monte serão assinados amanhã. Ele afirmou que será mantida a participação acionária inicial, com 18 empresas, mas as empreiteiras Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Odebrecht serão apenas fornecedoras durante a obra - e não sócias do projeto.

"Havia problemas com isso. As empreiteiras incluídas no consórcio tinham resistência", disse. O presidente da Eletrobras, no entanto, não descarta a possibilidade de essas empresas virem a ser incluídas no consórcio de Belo Monte após o início da operação da usina.

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