Dólar pode ir a R$ 7,35 ao fim de 2021 em cenário pessimista, diz UBS

Dentro desse mesmo cenário, a moeda fecharia 2020 a 5,75 reais, 4,54% acima da máxima alcançada nesta quinta, de 5,52 reais

Dólar: moeda sobe 4,9% apenas nesta semana (Sergio Moraes/Reuters)

Dólar: moeda sobe 4,9% apenas nesta semana (Sergio Moraes/Reuters)

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Reuters

Publicado em 23 de abril de 2020 às 18h48.

Última atualização em 23 de abril de 2020 às 18h56.

O dólar poderia chegar a 7,35 reais ao fim de 2021 no pior dos cenários considerados pelo UBS, disse o banco nesta quinta-feira.

Dentro desse mesmo cenário, a moeda fecharia 2020 a 5,75 reais, 4,54% acima da máxima alcançada nesta sessão, de 5,52 reais. O dólar sobe 4,9% apenas nesta semana.

O cenário pessimista considera o CDS indo a 450 pontos-base, a manutenção dos diferenciais de juros nos atuais níveis, mas com mais prêmio de risco.

O CDS de cinco anos está em torno de 318 pontos-base. E os diferenciais de juros de um ano entre Brasil e EUA estão nas mínimas recordes perto de 2,75 pontos percentuais.

A cotação de 7,35 reais representaria um salto de 35,9% do dólar em relação à taxa de fechamento da véspera (5,4094 reais).

Em parte, a possibilidade de mais desvalorização da moeda brasileira, segundo o UBS, é amparada por cálculos que tomam como base a variação da taxa real efetiva de câmbio entre o fim de março de 2020 e a mínima de 2002. Apesar da desvalorização do real nos últimos anos, o câmbio real efetivo do fim de março ainda estava 42% mais forte que no piso de 2002, segundo o UBS.

Levando-se em conta cálculos correlacionando a cotação real/dólar e taxa real efetiva de câmbio, "uma queda adicional de 32% na taxa de câmbio nominal do real contra o dólar ante os atuais valores está dentro do intervalo histórico da taxa efetiva real", disseram os economistas Tony Volpon e Fabio Ramos em nota.

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