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Dólar avança e fecha perto da marca de R$ 2,30

Os negócios se desenvolveram em um ambiente de liquidez reduzida, refletindo, entre outros fatores, o compasso de espera dos investidores pela pesquisa Ibope


	Dólar: no balcão, a moeda fechou em R$ 2,2970, com alta de 1,06%
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Dólar: no balcão, a moeda fechou em R$ 2,2970, com alta de 1,06% (Stock.xchng)

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Da Redação

Publicado em 7 de agosto de 2014 às 17h33.

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São Paulo - O agravamento das tensões na Ucrânia em meio às incertezas sobre quando os juros norte-americanos serão elevados fizeram o dólar subir ante várias moedas, aproximando-se, no mercado local, da marca de R$ 2,30 no balcão.

Os negócios, porém, se desenvolveram em um ambiente de liquidez reduzida, refletindo também, entre outros fatores, o compasso de espera dos investidores pela pesquisa Ibope, que deve ser divulgada na noite desta quinta-feira, 7, pela Rede Globo.

No balcão, o dólar fechou em R$ 2,2970, com alta de 1,06%.

A moeda acelerou os ganhos no final da sessão, quando chegou a encostar em R$ 2,30, ao bater a máxima de R$ 2,299 (+1,14%), assim que o dólar para setembro, na BM&F Bovespa, superou a marca de R$ 2,31, refletindo ordens de stop loss.

Na mínima, o dólar ficou estável em R$ 2,2730.

O giro no segmento à vista ficou em US$ 876,4 milhões, sendo US$ 831,3 milhões em D+2. No mercado futuro, o dólar para setembro era cotado em R$ 2,3120, em alta de 0,94%, com giro de US$ 16 bilhões.

O comportamento do dólar refletiu a aversão ao risco generalizada que dominou o mercado, a reboque do noticiário envolvendo a crise na Ucrânia. Nesta quinta-feira, um caça teria sido abatido no leste do país, quando sobrevoava o território controlado por rebeldes, segundo um jornalista da agência France-Presse (AFP).

Além disso, há relatos de que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) teria encerrado a cooperação com a Rússia, segundo notícia da agência russa Itar Tass.

O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, afirmou que, se a Rússia continuar a desestabilizar a situação na Ucrânia, mais sanções poderão ser impostas.

A crise no leste europeu também foi abordada pelo presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, que afirmou que os problemas na Ucrânia terão mais impacto sobre a zona do euro do que em outras regiões.

O BCE se reuniu hoje e manteve inalterado o juro da zona do euro.

Segundo Draghi, diante da atual perspectiva para a inflação na região, as taxas de juros permanecerão nos atuais níveis baixos por um período de tempo estendido.

Ele reafirmou também o compromisso do BCE de usar instrumentos não convencionais, caso haja necessidade de lidar com riscos ligados a um período muito prolongado de inflação baixa.

A demanda pelo dólar também cresceu após a divulgação dos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA na última semana.

Melhores do que o esperado, os dados reforçaram a percepção de que o Federal Reserve poderá antecipar o aumento da taxas do Fed Funds.

O número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego caiu 14 mil na semana encerrada em 2 de agosto, para 289 mil.

O resultado, o segundo menor neste ano, ficou abaixo da previsão de analistas, de uma leitura de 300 mil.

No final da manhã, o Banco Central vendeu 8 mil contratos de swap cambial ofertados na operação de rolagem de títulos que vencem em 1º de setembro de 2014.

O valor total da operação foi de US$ 395,8 milhões. Mais cedo, na oferta regular de swaps, o Banco Central vendeu os 4.000 contratos ofertados.

A venda, no valor de US$ 199,0 milhões, foi apenas para o vencimento de 2 de fevereiro de 2015. Para o vencimento de 1º de junho de 2015, foram rejeitadas todas as propostas feitas pelos participantes do leilão.

O comportamento do câmbio e a aversão ao risco por causa da situação da Ucrânia influenciaram a alta dos juros futuros de longo prazo, que se descolaram da trajetória de queda das taxas dos Treasuries.

Na BM&FBovespa, o DI para janeiro de 2015 fechou em 10,85%, nivelado ao ajuste de ontem; o DI para janeiro de 2016 encerrou em 11,50%, de 11,42% no ajuste da véspera; o DI para janeiro de 2017 fechou em 11,80%, de 11,71% no ajuste anterior; e o DI para janeiro de 2021 terminou em 11,97%, ante 11,90% no ajuste de quarta-feira.

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