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Dólar fecha a R$ 5,10 após leilão à vista e ajuda do FED

Banco central americano irá emprestar até US$ 60 bilhões ao Brasil e a outros oito países

dólar (David Muir/Getty Images)

dólar (David Muir/Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 19 de março de 2020 às 09h27.

Última atualização em 19 de março de 2020 às 17h26.

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São Paulo - O dólar comercial caiu 1,8% frente ao real e encerrou o pregão desta quinta-feira (19) cotado a 5,104 reais. A queda foi impulsionada pela volta da atuação do Banco Central no mercado de câmbio e pelo anúncio de que o Federal Reserve (FED) irá emprestar, por meio de linhas de swap, até 60 bilhões de dólares para o BC brasileiro e o de outros oito países. O dólar turismo, usado por viajantes, caiu 0,4%, a 5,31 reais.

“Essa ajuda do FED, com certeza, ajudou o real a ganhar força. Isso mostrou que os EUA fazer o que for necessário para combater os efeitos econômicos do coronavírus”, disse Vanei Nagem, analista de câmbio da Terra Investimentos. Segundo ele, a intervenção do BC no mercado também foi fundamental para a queda do dólar. Neste pregão, a autarquia realizou oferta de até 2 bilhões de dólares em leilão de linha com compromisso de recompra e também atuou no mercado à vista, em leilão de 500 milhões de dólares. "O Banco Central tem agido muito bem para prover liquidez", comentou.

Apesar da queda de hoje, no ano, o dólar acumula alta de mais de 25% em relação ao real, que é uma das moedas emergentes que mais se desvalorizaram em 2020. Na quarta, a moeda bateu recorde de fechamento, a 5,197 reais. 

A quinta foi mais um dia de  alta volatilidade no mercado de câmbio, com o dólar chegando a bater 5,20 reais pela manhã.

Durante a sessão, também esteve no radar dos investidores o corte da taxa básica de juros Selic em 0,5 ponto percentual realizado na noite de ontem (18).

Para André Perfeito, economista-chefe da Necton Investimentos, a alta do dólar pode contribuir para que o BC volte a subir os juros ainda neste ano. "Se não forem feitas reformas, o Teto de Gastos for rompido e o Dólar continuar a subir temos que considerar uma eventual alta na taxa já esse ano", afirmou em comunicado.

A opinião vai na contramão do pensamento da equipe de economia da XP Investimentos, que espera mais um corte de 0,5 ponto percentual em 2020. Em relatório, no entanto, a XP afirmou que a possibilidade de manutenção dos juros nas próximas reuniões, levantada pelo Copom, "surpreendeu o mercado". "[Caso isso ocorra], a decisão gerar alguma volatilidade no curto prazo e uma possível apreciação do real frente ao dólar", escreveram.

 

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