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IA já responde a 40% das dúvidas de consumidores na internet

Consultorias apontam que 40% das consultas de consumo migram para IA generativa, exigindo nova estruturação de dados de pequenas e médias empresas

Avanço da inteligência artificial generativa nas buscas exige que pequenas e médias empresas reestruturem dados e canais digitais para não sumir (showcake/Shutterstock)

Avanço da inteligência artificial generativa nas buscas exige que pequenas e médias empresas reestruturem dados e canais digitais para não sumir (showcake/Shutterstock)

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Publicado em 22 de outubro de 2026 às 13h00.

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Cerca de 40% das consultas de consumo na internet já ocorrem por meio de ferramentas de inteligência artificial generativa, apontam as consultorias de tecnologia Gartner e eMarketer. A migração ameaça a presença digital de pequenas e médias empresas, que precisam atualizar dados, catálogos e avaliações para manter a visibilidade nos novos assistentes virtuais.

Dados recentes de consultorias globais de tecnologia (Gartner e eMarketer) apontam que cerca de 40% das consultas de consumo feitas na internet já começam ou são concluídas por meio de ferramentas de Inteligência Artificial generativa, em detrimento dos buscadores tradicionais baseados em listas de links e anúncios pagos.

A mudança comportamental do usuário, contudo, pegou a maioria do mercado corporativo de surpresa. Enquanto o consumidor médio passou a fazer perguntas complexas aos assistentes virtuais, milhões de pequenas e médias empresas continuam invisíveis para os algoritmos de IA por manterem estruturas de sites e presenças digitais ultrapassadas.

O que os PMEs precisam entender?

Para o estrategista de negócios e CEO da Colina Tech, Lucas Trindade, o mercado vive uma virada de chave em que o antigo ranqueamento por palavras-chave perdeu a hegemonia.

“O comportamento de busca do consumidor mudou drasticamente. As pessoas não querem mais clicar em dez links patrocinados para comparar opções por conta própria; elas exigem uma resposta pronta, refinada e instantânea.

Quando a Inteligência Artificial responde ao usuário, ela recomenda apenas duas ou três marcas com base em autoridade de dados, avaliações reais e clareza de informações. Se o negócio não estiver estruturado para ser lido por esses assistentes, ele simplesmente deixa de existir para o novo perfil de comprador”, analisa.

A urgência de adaptar a presença digital para não perder clientes

Com estimativas de que os motores de busca tradicionais percam até 25% do volume de tráfego orgânico para as plataformas de IA nos próximos dois anos, especialistas apontam que a sobrevivência comercial das PMEs dependerá da capacidade de reestruturar a forma como distribuem suas informações na rede.

Lucas Trindade destaca que a adaptação não exige orçamentos milionários de publicidade, mas sim precisão na organização dos dados da empresa na internet.

“Antigamente, bastava pagar por anúncios de palavra-chave para topo de página. Hoje, a Inteligência Artificial busca contexto. O empresário precisa garantir que seu endereço, horários, catálogo de produtos, políticas de troca, preços e avaliações de clientes estejam 100% atualizados e estruturados em múltiplos canais digitais.

A IA só recomenda quem ela considera confiável e transparente. O grande erro atual é acreditar que ter um site bonito é suficiente. Se a informação não for clara para o robô, o cliente vai para o concorrente”, conclui o especialista.

'Perguntas frequentes'

Como a inteligência artificial afeta as buscas de consumo na internet? +

Segundo consultorias globais de tecnologia como Gartner e eMarketer, cerca de 40% das consultas de consumo na internet já começam ou são concluídas por ferramentas de inteligência artificial generativa. Além disso, especialistas estimam que os motores de busca tradicionais podem perder até 25% do volume de tráfego orgânico para as plataformas de IA nos próximos dois anos.

Por que as pequenas e médias empresas correm risco com os assistentes de IA? +

Segundo o CEO da Colina Tech, Lucas Trindade, milhões de pequenas e médias empresas estão invisíveis para os algoritmos por manterem sites e estruturas digitais ultrapassadas. Quando o usuário pesquisa, a IA recomenda apenas duas ou três marcas com base em autoridade, avaliações reais e clareza dos dados.

Pagar anúncios de palavras-chave ainda garante relevância nas buscas? +

Não, segundo o estrategista Lucas Trindade, pois o antigo ranqueamento por palavras-chave perdeu a hegemonia com a mudança de comportamento do consumidor. Em vez de clicar em links patrocinados, os usuários exigem respostas prontas e a inteligência artificial prioriza o contexto em vez de anúncios pagos.

O que as PMEs precisam fazer para serem recomendadas pela inteligência artificial? +

De acordo com Lucas Trindade, o empresário deve garantir que endereço, horários, catálogo de produtos, preços, políticas de troca e avaliações de clientes estejam 100% atualizados em múltiplos canais digitais. O especialista alerta que a IA só recomenda quem considera confiável e que um site visualmente bonito não basta.

A adaptação das empresas para a IA exige altos orçamentos de publicidade? +

Não, segundo o estrategista de negócios Lucas Trindade. O especialista destaca que a adaptação não exige orçamentos milionários de publicidade, mas sim precisão na organização das informações e na estruturação de dados da empresa na rede.Avanço da inteligência artificial generativa nas buscas exige que pequenas e médias empresas reestruturem dados e canais digitais para não sumir

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