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Corte de nota da França não está no horizonte, diz S&P

Diretor da agência de classificação de risco disse que não pretende rebaixar nota do país nos próximos dois anos

Investidores agora estão preocupados com a França e o Reino Unido, após o corte do rating norte-americano (Jasper Juinen/Getty Images)
DR

Da Redação

Publicado em 9 de agosto de 2011 às 08h18.

Frankfurt - Um rebaixamento do rating (nota) soberano da França e do Reino Unido não está no horizonte dos próximos dois anos, afirmou Moritz Kraemer, diretor da agência de classificação de risco Standard & Poor's para ratings soberanos europeus, ao jornal alemão Handelsblatt.

Segundo Kraemer, a S&P sinaliza os riscos que vê por meio das perspectivas que atribui aos ratings e, tanto para a França como para o Reino Unido, "nós temos uma perspectiva estável, o que sinaliza que do ponto de vista de hoje nós não esperamos um rebaixamento nos próximos dois anos". No entanto, Kraemer observou que os riscos predominam na zona do euro.

A S&P vem sendo criticada por ter cortado o rating dos EUA na última sexta-feira, contribuindo para uma grande liquidação nos mercados de ações globais. Os investidores agora estão preocupados com a França e o Reino Unido, dois países com classificação AAA com posições fiscais vulneráveis e que poderiam ser os próximos na fila para um rebaixamento.

Um corte no rating da França poderia dificultar reformas no fundo de resgate da zona do euro, a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês), e assim aumentar a pressão sobre países da periferia do bloco.

"Não é nosso trabalho acalmar os mercados. Nós temos de classificar os riscos conforme os vemos", afirmou Kraemer ao jornal alemão. As informações são da Dow Jones.

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Segundo Kraemer, a S&P sinaliza os riscos que vê por meio das perspectivas que atribui aos ratings e, tanto para a França como para o Reino Unido, "nós temos uma perspectiva estável, o que sinaliza que do ponto de vista de hoje nós não esperamos um rebaixamento nos próximos dois anos". No entanto, Kraemer observou que os riscos predominam na zona do euro.

A S&P vem sendo criticada por ter cortado o rating dos EUA na última sexta-feira, contribuindo para uma grande liquidação nos mercados de ações globais. Os investidores agora estão preocupados com a França e o Reino Unido, dois países com classificação AAA com posições fiscais vulneráveis e que poderiam ser os próximos na fila para um rebaixamento.

Um corte no rating da França poderia dificultar reformas no fundo de resgate da zona do euro, a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês), e assim aumentar a pressão sobre países da periferia do bloco.

"Não é nosso trabalho acalmar os mercados. Nós temos de classificar os riscos conforme os vemos", afirmou Kraemer ao jornal alemão. As informações são da Dow Jones.

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