Cenário global permite real mais valorizado--Citigroup
SÃO PAULO, 23 de setembro (Reuters) - A valorização das commodities e a diminuição da aversão a risco no mercado global podem contribuir para manter a taxa de câmbio perto do atual patamar até o fim do ano, afirmou o Citigroup em relatório nesta quinta-feira, reduzindo as projeções para o dólar. O banco prevê que […]
Da Redação
Publicado em 23 de setembro de 2010 às 06h56.
SÃO PAULO, 23 de setembro (Reuters) - A valorização das
commodities e a diminuição da aversão a risco no mercado global
podem contribuir para manter a taxa de câmbio perto do atual
patamar até o fim do ano, afirmou o Citigroup em relatório
nesta quinta-feira, reduzindo as projeções para o dólar.
O banco prevê que a moeda norte-americana termine o ano a
1,72 real, ante 1,80 real na previsão anterior, e que encerre
2011 a 1,80 real, ante 1,85 real na estimativa passada.
"Em um relatório anterior, nós mencionamos que o real era
cotado perto de seus valores justos. Desde então, as
commodities (segundo o índice CRB ) subiram cerca de 6
por cento, enquanto a aversão a risco (medida pelo VIX )
diminuiu em cerca de 9 por cento", afirmaram os analistas
Marcelo Kfoury, Stephan Kautz e Leonardo Porto.
De acordo com os cálculos do Citigroup, o crescente déficit
em transações correntes não deve forçar uma alta do dólar. "É
razoável esperar que as atuais condições do mercado global
ofereçam capital suficiente para financiar o déficit de 66
bilhões de dólares no ano que vem."
O banco ainda minimiza a possibilidade de que a intervenção
do governo provoque uma alta mais expressiva do dólar. "Nós
reconhecemos que essas ações podem afetar a taxa de câmbio
nominal, mas o impacto na taxa de câmbio real tende a ser menos
intenso, devido às pressões inflacionárias que normalmente
surgem a partir dessas condições."
Às 9h55, o dólar subia 0,23 por cento, a 1,725
real.
(Reportagem de Silvio Cascione; Edição de Vanessa Stelzer)
SÃO PAULO, 23 de setembro (Reuters) - A valorização das
commodities e a diminuição da aversão a risco no mercado global
podem contribuir para manter a taxa de câmbio perto do atual
patamar até o fim do ano, afirmou o Citigroup em relatório
nesta quinta-feira, reduzindo as projeções para o dólar.
O banco prevê que a moeda norte-americana termine o ano a
1,72 real, ante 1,80 real na previsão anterior, e que encerre
2011 a 1,80 real, ante 1,85 real na estimativa passada.
"Em um relatório anterior, nós mencionamos que o real era
cotado perto de seus valores justos. Desde então, as
commodities (segundo o índice CRB ) subiram cerca de 6
por cento, enquanto a aversão a risco (medida pelo VIX )
diminuiu em cerca de 9 por cento", afirmaram os analistas
Marcelo Kfoury, Stephan Kautz e Leonardo Porto.
De acordo com os cálculos do Citigroup, o crescente déficit
em transações correntes não deve forçar uma alta do dólar. "É
razoável esperar que as atuais condições do mercado global
ofereçam capital suficiente para financiar o déficit de 66
bilhões de dólares no ano que vem."
O banco ainda minimiza a possibilidade de que a intervenção
do governo provoque uma alta mais expressiva do dólar. "Nós
reconhecemos que essas ações podem afetar a taxa de câmbio
nominal, mas o impacto na taxa de câmbio real tende a ser menos
intenso, devido às pressões inflacionárias que normalmente
surgem a partir dessas condições."
Às 9h55, o dólar subia 0,23 por cento, a 1,725
real.
(Reportagem de Silvio Cascione; Edição de Vanessa Stelzer)