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Mistério na bolsa: ações de companhia de tecido disparam 31%

Empresa centenária de tecidos é controlada pela Coteminas; B3 pediu explicações sobre a alta atípica dos papéis

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Linha de produção em fábrica da Santanense (Divulgação/Divulgação)

Linha de produção em fábrica da Santanense (Divulgação/Divulgação)

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Beatriz Quesada

Publicado em 19 de fevereiro de 2021 às, 16h54.

Última atualização em 19 de fevereiro de 2021 às, 22h53.

As ações da Companhia Santanense de Tecidos (CTSA3), controlada da Coteminas (CTNM4), subiram 31,10% nesta sexta-feira, 18. O preço de fechamento da ação ficou em 3,33 reais.

Não há qualquer fato institucional que justifique a alta e, segundo uma fonte da Coteminas, a própria bolsa já pediu explicações para a empresa sobre o que motivou essa alta nos preços. Os papéis preferenciais da Coteminas recuam 0,55%.

Altas expressivas e atípicas de ações sem um anúncio oficial costumam acontecer como especulação em cima de boatos sobre possíveis compradores, novos investidores dispostos a injetar capital ou alguma vitória na justiça. Foi o que aconteceu com as ações da MMX, do empresário Eike Batista, no fim do ano passado.

Segundo Simone Pasianotto, economista-chefe da Reag Investimentos, umas das possíveis explicações para o movimento da companhia de tecidos é a alta demanda considerando a queda recente dos papéis. As ações da Santanense acumulam uma queda de 60,71% desde fevereiro do ano passado. 

Outro ponto a ser considerado é a baixa liquidez da ação. "É um papel que tem em média 100 mil reais de negociação por dia e hoje registrou 10 vezes esse volume, o que explica a forte alta. É um comportamento que vemos com certa frequência nessa ação por causa da baixa liquidez", afirma Guilherme Martins, especialista em renda variável da EWZ Capital.

A última alta expressiva dos papéis da Santanense havia acontecido em junho do ano passado, quando os papéis registraram valorização de 24,31%. O movimento também aconteceu no campo negativo: em julho de 2020, os papéis da companhia caíram 42,26%. Desde então as altas vinham se mantendo na casa de um único dígito até o dia de ontem, quinta-feira, quando o papel subiu 12,39%.

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