Prédios comerciais: investindo em fundos imobiliários é possível adquirir partes de empreendimentos que seriam geralmente inacessíveis a pessoas físicas (Germano Lüders/Exame)
Da Redação
Publicado em 3 de novembro de 2020 às 17h18.
Casa é sinônimo de lar, mas também é certeza de gastos. Ter um imóvel é o objetivo de milhões de brasileiros, mas a aquisição sempre gera custos, seja com a compra, o aluguel ou a manutenção. Mas há uma maneira de ganhar dinheiro com imóveis mesmo sem ser dono ou morador de um: através dos fundos imobiliários.
Os chamados FIIs são uma das formas mais acessíveis de investir em imóveis sem ter que desembolsar altos valores e arcar com financiamentos, como acontece quando normalmente se compra uma casa ou um espaço para um empreendimento.
A estrutura dos fundos imobiliários é parecida com a de um condomínio. O objetivo é reunir os recursos de vários investidores (cotistas do fundo) para aplicar em conjunto no mercado imobiliário, nos mais variados segmentos, como galpões logísticos, escritórios, shopping center, residencial e assim por diante. Nesse caso, ou seja, quando a aplicação dos recursos é em um imóvel físico, chamamos o fundo imobiliário de fundo de tijolo.
Mas os fundos imobiliários também podem aplicar recursos em títulos do mercado imobiliário, condição em que eles são chamados de fundos de papel. São os fundos que, basicamente, compram certificados de recebíveis imobiliários (CRI), letras de crédito imobiliário (LCI), letras hipotecárias (LH) e outros correlatos.
Através dos Fundos Imobiliários, é possível ser dono de uma parte de imóveis com valores baixos de investimentos. Não é preciso o valor completo de uma casa ou um prédio para ser dono de parte dele. Com os FIIs também é possível investir em empreendimentos que normalmente seriam inacessíveis par a maioria das pessoas, como um prédio na Faria Lima ou um shopping.
Os fundos imobiliários são considerados boas fontes de renda, porque eles distribuem rendimentos, no mínimo, a cada semestre. Além disso, os FIIs são administrados por gestores que se dedicam a determinar quais os destinos dos recursos. É uma enorme vantagem para o investidor, que muitas vezes não compreende no detalhe o funcionamento do instrumento (nesse caso, imóveis ou títulos do setor).
Um investidor que deseja um fundo imobiliário encontra nesse tipo de instrumento uma excelente alternativa para diversificação, já que é um produto comparável à renda variável, pela sua oscilação de fluxo de caixa e preço no mercado secundário, mas com algumas características diferenciadas, como o pagamento de remuneração periodicamente e atributos de renda fixa, em alguns casos.
Comprar uma casa é um processo cheio de dificuldades com todo o trâmite entre começar um financiamento imobiliário e efetivamente pegar as chaves e deixar o imóvel no seu nome. Nada disso acontece num FII. Como o cotista adquire a cota de um fundo e é esse fundo de tijolo que adquire o imóvel propriamente, o investidor não tem que se preocupar com a preservação do imóvel em si e com outras burocracias envolvidas, apenas eventualmente com os processos que envolvem o investimento em si: a compra da cota no mercado secundário, o recolhimento de imposto sobre o ganho de capital, a declaração no imposto de renda.
No curso "Patrimônio e renda com fundos imobiliários", Arthur Vieira de Moraes ensina a investir em imóveis através de fundos imobiliários. O conteúdo mostra como é possível diversificar a carteira, aumentar o patrimônio e renda de forma tão ou mais segura quanto um dos investimentos mais tradicionais do país. Ao final do curso, o aluno é capaz de investir em fundos imobiliários e tem o conhecimento necessário sobre os mecanismos de proteção ao investimento. Inscreva-se já.