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Quanto custa produzir dinheiro no Brasil?

A “casa do dinheiro”, apesar de fabricar, no fim não dá muito dinheiro. As criptomoedas podem ser uma alternativa para o custo da produção no Brasil

Bitcoin: apesar de o bitcoin ser a criptomoeda mais famosa e conhecida, ele não é a única, existem diversos outros criptoativos no mercado (Julia Trokur/Shutterstock)

Bitcoin: apesar de o bitcoin ser a criptomoeda mais famosa e conhecida, ele não é a única, existem diversos outros criptoativos no mercado (Julia Trokur/Shutterstock)

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Da Redação

Publicado em 6 de outubro de 2020 às 12h00.

Última atualização em 10 de fevereiro de 2021 às 17h53.

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Grandes esteiras com milhares de cédulas de dinheiro impressas por hora. Papéis especiais tingidos com 17 tintas diferentes, muito cobre e aço. A cena poderia até ser confundida com um episódio da série La Casa de Papel, mas é apenas um dia comum na Casa da Moeda brasileira. A fábrica, que fica no Rio de Janeiro, pode produzir até 3 bilhões de cédulas e 4 bilhões de moedas por ano, além dos passaportes e selos.

Mas será que ainda é preciso imprimir tanto dinheiro? Com a modernização e os avanços da tecnologia, boa parte das pessoas já utiliza outros meios de pagamento. Sejam os cartões de débito, de crédito e pré-pagos ou novidades mais recentes, os meios de pagamentos digitais privados e também públicos, como o PIX.

A Casa da Moeda do Brasil sentiu os efeitos de todas as mudanças nos hábitos de consumo. Na contramão, surge uma outra discussão: qual é o futuro do dinheiro?

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Em 2019, a Casa da Moeda registrou o terceiro ano seguido de prejuízo. O governo editou em novembro do ano passado uma Medida Provisória que retirava a exclusividade do órgão na produção do real. Sem a aprovação do Congresso, no fim a MP perdeu a validade. Mas além disso, a Casa da Moeda também está na lista das empresas que o governo pretende privatizar.

A “casa do dinheiro”, apesar de fabricar, no fim não dá muito dinheiro. O prejuízo significa que o dinheiro vai acabar e que ninguém nunca mais vai usar uma cédula em papel? Provavelmente não, mas é inevitável negar que há um tempo as empresas vêm desenvolvendo, e as pessoas usando, outras formas de pagar as coisas.

Mas ainda há outra questão: o custo de produzir dinheiro. No caso do Brasil, a maioria das moedas custa mais para serem feitas do que seu valor real. Para fazer uma moeda de 5 centavos, o custo é de 30 centavos. A moeda de 10 sai por 40 centavos cada unidade. E a de 25, custa 49 centavos. Mas se fazer dinheiro é mais caro do que ter aquele dinheiro, porque ele é produzido? Acontece que a produção das outras moedas e das cédulas compensam esse prejuízo. Como exemplo, a mais nova integrante das cédulas brasileiras, a de R$ 200, custa 32 centavos para ser produzida.

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Tradicionalmente, as moedas são mais caras de serem produzidas do que as notas, que valem mais. Pode parecer uma contradição, mas é só você pensar que a moeda leva muito mais metais na sua composição. Apesar de centavos parecerem pouca coisa, em larga escala, eles fazem muita diferença na produção da Casa da Moeda.

Mesmo com a conta fechando no final, as moedas feitas de aço e de cobre também já estão sendo substituídas por uma versão digital. As chamadas criptomoedas. Você já deve ter ouvido falar no Bitcoin. Embora ele seja o mais conhecido, existem várias outras criptomoedas. Elas nada mais são do que moedas virtuais, utilizadas para fazer pagamentos. Ou seja, possuem a mesma função de comprar mercadorias e serviços que as moedas convencionais.

Moeda física X criptomoedas

O primeiro ponto que difere as criptomoedas das comuns é que elas são completamente virtuais, não dá para pegar uma criptomoeda na mão. Além disso, existem três outras questões principais. A descentralização, que significa que essas moedas não precisam de um banco central ou do Estado para serem regulamentadas. Dessa forma, as suas oscilações de preço ocorrem de acordo com a própria economia por trás da moeda e não por uma interferência estatal, por exemplo.

Também há o anonimato. A maioria das transações com criptomoedas não exige nenhum tipo de informação pessoal para começar a utilizar o serviço. E por fim, o custo zero de transação, porque em regra não tem uma autoridade central para interferir impondo qualquer tipo de taxa às criptomoedas.

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