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Meta: primeira fase do Prometheus já foi usada no treinamento de modelos da família Muse (Meta/Divulgação)
Editor de Inteligência Artificial e Tecnologia
Publicado em 20 de outubro de 2026 às 09h32.
A Meta detalhou o Prometheus, conjunto de computadores de IA em Ohio cuja primeira fase já foi concluída. A expansão prevê cerca de 1 milhão de GPUs. O projeto foi anunciado na escala de 1 gigawatt de capacidade elétrica. Para conectar máquinas distribuídas por vários prédios, a empresa depende de redes de alta velocidade e sistemas de refrigeração. A infraestrutura já foi usada no treinamento do Muse Wonder.
A Meta detalhou nesta segunda-feira, 19, o Prometheus, seu conjunto de computadores para treinar inteligência artificial em New Albany, no estado americano de Ohio. A primeira fase está concluída e já foi usada para desenvolver modelos da família Muse, segundo a companhia.
Hoje, a estrutura reúne centenas de milhares de GPUs, chips especializados em executar muitos cálculos ao mesmo tempo. A meta é chegar a aproximadamente 1 milhão, distribuídas por vários prédios e trabalhando de forma coordenada.
O resultado já apareceu fora dos galpões: os modelos Muse Wonder e Wonder Full, apresentados na semana passada, foram treinados ali. Eles são a aposta da empresa em tarefas que exigem várias etapas, como construir aplicativos e analisar documentos.
A dificuldade começa na comunicação. No treinamento de uma IA, os chips precisam trocar resultados continuamente; uma máquina que demora a responder pode segurar o trabalho das demais.
Para ligar esse conjunto, a Meta usa uma camada de rede chamada Backend Aggregation, ou BAG. Ela conecta redes de diferentes prédios e regiões, permitindo que compartilhem recursos de computação. O desenho inclui caminhos alternativos para os dados, para reduzir o impacto de falhas.
A mudança de escala vem de antes. No fim de 2023, a companhia montou dois conjuntos com cerca de 24 mil GPUs cada. Depois, esvaziou cinco centros de dados em operação para reunir 129 mil chips H100 em um único sistema.
Comprar chips é só parte do trabalho: eles precisam trocar dados sem deixar os vizinhos esperando.O projeto foi anunciado com 1 gigawatt de capacidade elétrica. A expansão também exige resolver um problema menos visível que a compra de chips: retirar o calor de máquinas cada vez mais concentradas no mesmo espaço.
No Prometheus, a refrigeração líquida atende tanto instalações adaptadas quanto prédios projetados para IA. O princípio é simples: um fluido circula pelos equipamentos, absorve calor e passa por trocadores que o resfriam antes de devolvê-lo ao circuito.
Nos edifícios que não nasceram com essa infraestrutura, a Meta usa módulos com bombas e trocadores de calor junto aos armários de servidores. É uma maneira de adaptar a instalação sem depender apenas de soprar mais ar sobre os chips.
O líquido retira calor dos equipamentos, esfria e volta a circular pelo mesmo sistema.O objetivo é sustentar modelos capazes de trabalhar por mais tempo e manter o contexto de uma tarefa. Wonder chegou a ferramentas para desenvolvedores; sua integração ao agente pessoal Muse foi anunciada para depois, começando pelos assinantes.
O Prometheus é uma das peças da reconstrução da Meta na corrida pela inteligência artificial. Em reportagem de julho, a EXAME mostrou como Zuckerberg reagiu à decepção com o Llama 4 investindo em três frentes: pesquisadores, dados de treinamento e poder de computação. O caixa da publicidade do Facebook e do Instagram sustenta a expansão.
Naquele momento, o Prometheus já estava parcialmente operacional, mas o desempenho dos modelos ainda era o ponto fraco da estratégia. Agora, a primeira fase concluída e o lançamento do Wonder dão um resultado concreto à aposta. O próximo desafio é transformar essa estrutura em agentes que consigam concluir trabalhos cada vez mais longos, não apenas responder perguntas.
É um conjunto de computadores dedicado ao treinamento de inteligência artificial. Fica em New Albany, Ohio, nos Estados Unidos.
Sim. A primeira fase foi concluída e serviu para treinar modelos da família Muse, segundo a Meta.
Não. A Meta informa centenas de milhares de GPUs atualmente e prevê chegar a cerca de 1 milhão com a expansão.
O treinamento exige troca constante de resultados entre máquinas. A rede conecta os prédios e oferece caminhos alternativos para reduzir o impacto de falhas.
Prometheus é a infraestrutura de computação. Muse Wonder e Wonder Full são modelos de IA treinados nesse conjunto.
Um fluido absorve calor dos equipamentos e passa por trocadores que o resfriam. Depois, retorna ao circuito para ser usado novamente.