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Lançado há menos de dois dias, o Worldcoin já enfrenta problemas com as autoridades. O projeto mistura o mundo das criptomoedas com o da identificação biométrica ao recompensar pessoas que aceitem ter sua íris escaneada e armazenada. E esse detalhe mobilizou os reguladores do Reino Unido.

O Escritório do Comissário de Informações do país, responsável por garantir o cumprimento de regras sobre proteção de dados, confirmou à Reuters nesta terça-feira, 25, que abriu uma investigação sobre possíveis violações dessas regras por parte do Worldcoin.

Em comunicado, o regulador anunciou que "fomos informados sobre o lançamento do Worldcoin no Reino Unido e vamos fazer questionamentos posteriores" aos responsáveis pelo projeto. Atualmente, o Worldcoin é comandado por Alex Blania e Sam Altman, que se tornou famoso recentemente por ser o CEO da OpenAI, empresa de inteligência artificial que controla o ChatGPT.

Até o momento, o regulador britânico não deu detalhes sobre o escopo da investigação, prazo e possíveis punições. Entretanto, é provável que o foco seja o armazenamento e obtenção dos dados biométricos sobre a íris de cada pessoa, em um registro que envolve o uso dos Orbs, equipamentos com as ferramentas que fazem a leitura de íris.

O que é o Worldcoin?

O Worldcoin é um projeto que busca criar uma identidade digital global a partir do registro da íris das pessoas. A meta de Altman e Blania é ter esse registro biométrico de toda a população, ressaltando a escala mundial da iniciativa. Um dos focos do projeto é disseminar uma forma segura de "diferenciar humanos de inteligências artificias na internet".

Em uma carta, Altman e Blania comentaram que o projeto busca "criar uma nova identidade e uma rede financeira controlada por todos". Ao mesmo tempo, eles afirmaram que a iniciativa tem como objetivo "preservar a privacidade, destravar um processo democrático global e, eventualmente, mostrar o caminho para uma renda básica universal financiada por inteligência artificial".

Esse último aspecto tem sido citado por Altman como uma forma de reduzir os impactos da adoção em massa de inteligência artificial no mercado. Até o momento, porém, os executivos ainda não explicaram como seria esse próximo passo. Por isso, o foco inicial está no registro de íris das pessoas, que precisa ser feito de forma presencial.

Segundo os executivos, o Worldcoin consiste da World ID — uma identidade digital que busca "preservar a privacidade" — e, "onde a lei permitir", uma moeda digital — a criptomoeda WLD — que é "dada para uma pessoa simplesmente por ela ser um humano". Há, ainda, o World App, um aplicativo de carteira digital já disponível para o armazenamento do WLD.

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