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A Elo, empresa responsável pela maior bandeira brasileira de cartões, aposta em áreas como a Web3, tokenização e as criptomoedas como as próximas tendências na área de tecnologias de pagamento nos próximos anos, de acordo com o primeiro relatório da empresa sobre o tema, compartilhado com exclusividade com a EXAME.

Ao todo, a companhia aponta 10 áreas que deverão integrar e transformar cada vez mais o segmento de pagamentos nos próximos anos: Web3, blockchain, tokenização, ESG (Ambiental, Social e Governança), Open Finance, moedas digitais de bancos centrais (CBDCs), embedded finance, criptoativos, metaverso e tokens não-fungíveis (NFTs).

No relatório, a Elo aponta ainda que "o setor financeiro está passando por uma imensa transformação digital que foi acelerada nos últimos anos, tanto pelo avanço e adoção de novas tecnologias - como blockchain, inteligência artificial e machine learning - como para atender as demandas do mercado durante e após o isolamento social".

"Se existem desafios, também há grandes oportunidades geradas pela mudança. O foco na experiência dos usuários, segurança, descentralização e transparência passam a ser fatores fundamentais para este novo mercado, cada vez mais rápido, robusto e conectado", ressalta o CEO da Elo, Giancarlo Greco.

Em entrevista à EXAME, o CTO da companhia Eduardo Merighi destacou que o setor passou recentemente por "momentos em que foi necessário achar novas formas de ter meios de pagamentos, de consumo, e isso deixou marcas profundas, mas no bom sentido".

Ele acredita que, conforme as sociedades retomam o convívio social aberto pós-pandemia, algumas mudanças de comportamento vieram para ficar. Uma delas é uma receptividade maior ao e-commerce e ao uso da internet e celular para pagamentos. Com isso, "algumas barreiras caíram, e você pode trazer uma complementaridade entre o mundo físico e o mundo virtual".

A expectativa de Merighi é que as tendências apresentadas pela Elo ajudem em uma democratização maior dos meios de pagamento para a população, com um poder de escolher entre eles também crescente.

"O que estamos analisando é uma movimentação em bloco, avançando em velocidade rápida, com apostas rápidas e muitos players estudando como ver tudo isso", comenta o executivo. Uma das áreas que ele acredita ter maior potencial de crescimento no curto prazo é a de criptoativos, que já possui mais tempo no mercado e tendências mais definidas, ajudando a alavancar seu uso em pagamentos.

"Me parece que nos próximos anos a gente vai ver cada vez mais a presença delas [criptomoedas] do ponto de vista transacional, de meio de compra. Uma ideia de poder comprar como investimento e poder usar como meio de pagamento. E aí entra a aposta em CBDCs, a discussão do Real Digital", observa.

Nesse sentido, ele acredita que as áreas de Web3 e metaverso sejam uma "evolução natural" dessa discussão, conforme as tecnologias que as possibilitam começam a ganhar viabilidade. "O nascimento da própria blockchain é uma fundação muito forte pra isso, principalmente para a parte de finanças descentralizadas".

Mas, para Merighi, uma das principais tendências no setor, e talvez a maior, é a tokenização, termo que se refere ao processo de integrar ativos do mundo real com redes blockchain. Ele vê o fenômeno como "um caminho de evolução natural" para a economia.

"Tudo vai ser tokenizado, é um caminho sem volta, porque oferece uma série de vantagens, principalmente de segurança e controle. Vai ter muita aceleração nos próximos anos nessa área, com a própria digitalização do mercado financeiro e da economia. É um alicerce muito forte", aposta o executivo da Elo.

Ele ressalta que a própria empresa tem visto essas áreas como um "caminho natural": "A Elo nasceu como bandeira nacional de transações de débito e crédito com cartão, aí expandiu para soluções de prevenção de fraude, aí transações por aproximação e agora uma digitalização mais forte, com tokenização, NFTs, um ecossistema de startups, e isso tende a acontecer no mercado de uma forma geral".

E Merighi aponta ainda uma "vanguarda" do Brasil em relação ao resto do mundo nesse processo de digitalização do mercado financeiro, que ele acredita ser "um contexto da nossa essência, do cenário brasileiro sempre demandar soluções mais seguras".

"O Pix e Real Digital mostram isso. São coisas que começam a se expandir para um cenário mais global. Fala-se muito de interoperabilidade, criar uma rede em que, através de criptoativos, as trocas com outros países fiquem mais fáceis, e aqui no Brasil já temos maturidade técnica para isso", destaca.

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