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Regulação de criptoativos é defendida por 90% do mercado brasileiro, diz pesquisa

Estudo com influenciadores, investidores e política indicou visão positiva sobre criptomoedas e falta de conhecimento sobre fan tokens

Dos grupos pesquisados, políticos tiveram a menor proporção de conhecimento sobre elementos da economia digital (SOPA Images/Getty Images)

Dos grupos pesquisados, políticos tiveram a menor proporção de conhecimento sobre elementos da economia digital (SOPA Images/Getty Images)

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João Pedro Malar

Publicado em 10 de novembro de 2022, 08h00.

A regulamentação do mercado de criptoativos é defendida em algum nível por 90% de atores relevantes na sociedade brasileira, incluindo políticos e investidores, de acordo com uma pesquisa divulgada nesta terça-feira, 8, pela corretora de criptomoedas Mercado Bitcoin.

De acordo com o levantamento, 56% dos entrevistados defendem que o mercado seja "totalmente regulado", enquanto 34% preferem que ele seja "parcialmente regulado" e 4% são contra a regulação.

Na divisão entre os grupos questionados, profissionais da mídia e acadêmicos e especialistas são os mais favoráveis à regulação total (67% cada), seguidos por integrantes do mercado financeiro (63%) e parlamentares (63%). Os influenciadores são os que menos apoiam essa opção (23%).

(Mynt/Divulgação)

Para 19% dos entrevistados, a regulamentação de criptoativos precisaria envolver o rastreamento do mesmo, enquanto 11% citaram uma necessidade de legislação específica, 9% a necessidade de transparência e 9%, de segurança.

Segundo o levantamento, a melhor forma de tributar os criptoativos seria pela declaração à Receita Federal (76%), no mesmo esquema atual para outros ativos financeiros. Já 71% defendem uma tributação nos ganhos, e 38%, nas movimentações.

Questionados sobre o grau de informação acerca de alguns elementos da economia digital, 54% dos entrevistados disseram estar "muito informados" ou "informados" sobre criptomoedas, 48% sobre tokens, 47% sobre blockchain, 32% sobre NFTs e 22% sobre fan tokens, a menor porcentagem.

De todos os grupos pesquisados, os parlamentares tiveram a menor proporção de conhecimento sobre cada um desses itens. Dos políticos entrevistados, 26% se sentem informados ou muito informados sobre blockchain, 17% sobre NFTs e 3% sobre fan tokens.

A tecnologia blockchain é o que mais desparta interesse entre os entrevistados, com 38% citando um grau alto ou muito alto. Os criptoativos tiveram 35% de respostas nesse sentido, enquanto os tokens tiveram 29%, os NFTs, 22% e os fan tokens, 18%.

Já em relação à imagem que possuem desses elementos, 68% veem o blockchain de forma positiva, 62% têm uma visão positiva sobre tokens, 51% sobre criptoativos, 41% sobre NFTs e 34% sobre fan tokens.

Para os entrevistados, a tecnologia blockchain é o elemento mais importante para o futuro da economia digital, superando criptoativos (31%) e tokens (8%). Além disso, 81% dos entrevistados são favoráveis à atuação de reguladores sobre as corretoras de criptomoedas.

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