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Pix nos EUA: Federal Reserve implementará serviço de transferências instantâneas

Chamado de FedNow, o “Pix americano” terá a garantia do banco central do país para segurança, transparência e eficiência

Pix inspira outros países a desenvolver serviços parecidos (Getty Images/Reprodução)

Pix inspira outros países a desenvolver serviços parecidos (Getty Images/Reprodução)

Mariana Maria Silva
Mariana Maria Silva

Repórter do Future of Money

Publicado em 20 de março de 2023 às 19h03.

Fruto do pioneirismo brasileiro, o Pix não faz sucesso apenas no Brasil. A tecnologia já inspirou o desenvolvimento de soluções parecidas em muitos outros países, incluindo nos Estados Unidos. Chamado de FedNow, o “Pix americano” será a única tecnologia disponível integrada e garantida pelo Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos.

Com a implementação do FedNow no setor de pagamentos, a intenção é que haja mais segurança, transparência e eficiência, reduzindo custos e riscos para os norte-americanos, que podem, inclusive, passar a adotar ainda mais o sistema bancário do país.

“Assim como ocorreu com o Pix no Brasil, que desde março de 2021 até fevereiro de 2023, o Pix elevou a participação da população frente ao universo bancário, gerando um aumento de 77% do volume de correntistas no país; este movimento tende a ser similar nos Estados Unidos, uma vez que grande parte das casas de família não possuem contas em bancos”, disse Daniela Machado, diretora global de marketing e produtos da C&M Software.

Empresa brasileira participará de operações do FedNow

A empresa em que Daniela trabalha é provedora de serviços de tecnologia da informação, é regulamentada pelo Banco Central do Brasil desde 2002 e uma das empresas autorizadas a transacionar o Pix no Brasil. Além disso, a C&M Software irá operacionalizar o FedNow junto ao Federal Reserve.

“O Pix é um sucesso no Brasil, isso claramente desperta o interesse de outros países no sistema. A C&M Software se qualificou junto ao Fed como um Software Publisher e também um Service Provider, isto significa que além de estarmos certificados a homologar a nossa solução de software para o mercado de pagamentos instantâneos, também somos certificados para efetuar o processamento independente das transações dos nossos clientes”, explicou Daniela à EXAME.

Segundo, Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central do Brasil, desde o ano passado, conversas avançadas estão em desenvolvimento junto do Chile, Argentina, Colômbia e Canadá, juntamente aos membros do Banco de Compensações Internacionais (BIS), para contar com sistemas parecidos em outros países. Além disso, o Canadá também está interessado em conhecer mais sobre o sistema.

Nos Estados Unidos, um serviço no estilo do Pix pode trazer além de transferências instantâneas, mais segurança e eficiência para a população e instituições financeiras.

“Atualmente, o intercâmbio bancário nos Estados Unidos é bem deficitário, e com os pagamentos instantâneos isso acelera e intensifica a necessidade da comunicação entre instituições, facilitando tanto para o consumidor mas também, para o mercado, que passa a receber dinheiro de forma imediata”, disse Daniela, em entrevista à EXAME.

Semelhanças e diferenças com o Pix

Apesar da similaridade com o Pix ao adotar o protocolo transacional ISSO 20022, o FedNow traz diferenças com a ferramenta de transferências instantâneas brasileira. No FedNow, existem liquidações diferidas e uma implementação diferenciada do link de pagamentos, chamada de RTP.

Outro detalhe é a rentabilidade automática da transação. Essa funcionalidade estará disponível para ser contabilizada dentro de cada instituição financeira que adotar o FedNow. Ou seja, além do recebimento imediato, o rendimento da quantia também pode ocorrer de forma quase imediata.

“É importante ressaltar que as transações realizadas pelo FedNow serão asseguradas pelo Fed, diferentemente dos demais aplicativos de envio de dinheiro usados nos EUA, que não possuem respaldo do banco central americano, ou seja, com o FedNow as transações passam a ser assistidas pelo Fed e assim, mitigam erros e possíveis fraudes”, concluiu Daniela.

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