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Por Daniel Carius*

Em 2016, a capitalização do mercado estava em torno de 7 bilhões de dólares e, ao final do ano, cresceu para aproximadamente 18 bilhões, impulsionada pelo sucesso do ICO da Ethereum em 2015. Esse ano foi marcado por várias ofertas iniciais (ICOs) de sucesso, introduzindo o público às plataformas blockchain como Waves, IOTA e Zcash.

Até então, as novas moedas eram predominantemente alternativas ao bitcoin, conhecidas como altcoins, com propostas de melhorar aspectos do bitcoin, como a velocidade das transações e o tamanho dos blocos. No entanto, muitas não alcançaram sucesso por melhorarem um aspecto e piorarem outro.

Já as plataformas blockchain propunham algo inovador: a construção de soluções, iniciando uma nova era no mercado de criptomoedas.

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Em 2017, o mercado de criptomoedas experimentou um crescimento exponencial, com a capitalização de mercado saltando de cerca de 18 bilhões para aproximadamente 600 bilhões de dólares.

Esse aumento foi devido ao boom nos ICOs, com o surgimento de blockchains de sucesso como EOS, TRON e Cardano, e as primeiras ofertas iniciais de tokens (ITOs), que representaram casos práticos do uso de blockchains, resultando em tokens de sucesso, como Chainlink e BAT.

No ano de 2020, a capitalização de mercado das criptomoedas ultrapassou 750 bilhões de dólares, destacando-se pelas finanças descentralizadas (DeFi) e o lançamento de tokens relacionados, como UNI, AAVE e CURVE. A adoção das DeFi nas plataformas blockchain foi outro marco, atraindo interesse do setor financeiro tradicional devido à sua similaridade com mecanismos financeiros convencionais, como empréstimos e provisão de liquidez.

Em 2021, a capitalização de mercado superou 2 trilhões de dólares, impulsionada pela popularidade massiva dos NFTs, representando um novo horizonte para o mercado de criptoativos. A ideia de colecionáveis digitais atraiu o interesse público, incluindo celebridades, aumentando ainda mais a visibilidade do mercado cripto.

Um aspecto comum a esses anos é que todos coincidem com períodos de halving e pós-halving. No próximo ano, teremos o halving do bitcoin, ao redor do qual são criadas narrativas que influenciam as tendências do mercado.

Desde 2016, a evolução das aplicações possíveis através do blockchain tem sido revolucionária, aproximando cada vez mais o criptomercado da adoção massiva. No entanto, muitas dessas aplicações ainda não conseguiram levar as criptomoedas ao público em geral, talvez por focarem em facilitar a especulação simbólica de curto prazo.

A tecnologia blockchain deveria visar a melhoria do funcionamento da sociedade, criando uma economia global mais transparente, acessível e eficiente. Este processo de amadurecimento do mercado e da tecnologia está agora dando espaço para uma nova narrativa com potencial de impulsionar o criptomercado para o mainstream: os RWAs.

Os RWAs (Real World Assets), ou ativos tokenizados do mundo real baseados em blockchain, podem representar uma revolução. Eles têm o potencial de tokenizar trilhões de dólares em mercados tradicionais, melhorando as economias globais e aumentando a acessibilidade a mercados historicamente ilíquidos.

A evolução do mercado de criptomoedas, desde os primeiros ICOs em 2016 até os atuais RWAs, ilustra uma transformação notável nas aplicações da tecnologia blockchain. Iniciando com um foco em alternativas ao bitcoin e evoluindo para plataformas inovadoras como Ethereum, TRON e Cardano, o mercado viu um crescimento exponencial, especialmente com o surgimento de DeFi em 2020 e a popularização dos NFTs em 2021.

Estas inovações abriram caminho para aplicações práticas e integradas ao mercado tradicional, como os RWAs no setor imobiliário, exemplificados pelo ecossistema Ribus.

Atualmente, com a crescente regulamentação global do mercado cripto, estamos entrando em uma era de maior segurança e adoção mainstream. Esta fase regulatória, aliada às inovações tecnológicas e ao amadurecimento do mercado, sinaliza um futuro promissor para as criptomoedas, marcando um ponto de virada para a sua integração no sistema financeiro global e uma adoção em massa mais ampla.

Este é um momento crucial, onde a confluência de inovação, regulamentação e adoção está definindo o futuro do mercado de criptomoedas e seu papel na economia mundial.

*Daniel Carius é cofundador e Chief Vision Officer da Ribus. Daniel é formado em Direito, com especialidade em mediação e conciliação. Interessado no mercado cripto desde 2017, em 2021 fundou o projeto Ribus, focado em tokenização imobiliária.

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