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Crimes com criptomoedas sobem em 2022, mas representam 0,24% das transações

Atividades ilícitas no setor movimentaram US$ 20,1 bilhões e atingiram novo recorde, segundo relatório da Chainalysis

Empresa avalia que crimes com criptomoedas continuam em tendência de queda (seksan Mongkhonkhamsao/Getty Images)

Empresa avalia que crimes com criptomoedas continuam em tendência de queda (seksan Mongkhonkhamsao/Getty Images)

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João Pedro Malar

12 de janeiro de 2023, 12h40

As atividades ilícitas com uso de criptomoedas cresceram em 2022 pelo segundo ano consecutivo, com um volume movimentado recorde de US$ 20,1 bilhões (R$ 103,57 bilhões, na cotação atual), mas representaram 0,24% do total de transações do setor, segundo um relatório da empresa de inteligência de mercado Chainalysis.

De acordo com o estudo, a cifra representa um volume mínimo movimentado que ainda pode crescer conforme são identificados novos endereços de carteiras envolvidas em movimentações ilícitas. Além disso, a Chainalysis não contabiliza crimes que não se originaram no mercado de criptoativos.

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Além dos números de 2022, a empresa atualizou o valor movimentado em 2021, de US$ 14 bilhões para US$ 18 bilhões. Segundo o relatório, a mudança ocorreu após a identificação de novos tipos de golpes envolvendo criptomoedas.

Segundo a Chainalysis, 44% de todas as transações ilícitas vieram de atividades associadas com entidades sancionadas, em um ano marcado por sanções "difíceis de implementar e ambiciosas" por parte dos reguladores. A maioria das movimentações ilegais ocorreram na corretora de criptomoedas Garantex.

A exchange foi sancionada pela Agência de Controle de Ativos Estrangeiros dos Estados Unidos (OFAC, na sigla em inglês) em abril de 2022, mas conseguiu manter suas operações por operar na Rússia, fora da jurisdição do regulador.

Com exceção do roubo de fundos, todas as modalidades de crimes envolvendo criptomoedas - mercados ilegais, fraudes, cibercrimes, financiamento de terrorismo, tráfico humano, ransomware e golpes - caíram em relação aos volumes movimentados em 2021.

A Chainalysis atribui essa queda ao mercado de baixa, com redução nos volumes investidos em criptoativos: "golpes com cripto, por exemplo, geram menos receita durante os mercados de baixa, provavelmente porque os usuários são mais pessimistas e menos propensos a acreditar nas promessas de altos retornos de um golpe em momentos em que os preços dos ativos estão caindo".

Mesmo com a queda, as atividades ilícitas aumentaram sua parcela no total de volume transacionado no mercado de criptomoedas, subindo de 0,12% em 2021 para 0,24% em 2022. O número está distante do recorde, registrado em 2019, de 1,9% do total, e é o segundo menor da série histórica, iniciada em 2017.

A Chainalysis aponta que, mesmo com a queda no volume do mercado, as atividades ilícitas sentiram menos esses efeitos, com negócios legítimos declinando de forma mais acelerada que os ilegais. Para a empresa, os crimes no mundo cripto "seguem em tendência de queda".

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