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A Fundação Solana, organização responsável pelo blockchain de mesmo nome, lançou na sexta-feira, 21, um monitor que divulga em tempo real as emissões de gases poluentes ligadas ao funcionamento da rede. A ferramenta é a primeira do tipo para uma grande rede focada em contratos inteligentes.

O monitor foi desenvolvido em parceria com a Trycarbonara, uma plataforma de dados de emissões de gás carbônico, e funciona a partir da incorporação direta do software da empresa aos nós que formam a rede da Solana, fornecendo "a medição mais abrangente e precisa" das emissões pela rede.

"Essa medição muda dinamicamente com base na taxa de transferência de validadores individuais, quando eles estão online e offline e mudanças na rede de validadores ao longo do tempo", explicaram os responsáveis pelo blockchain em um comunicado sobre o lançamento.

A ideia, segundo o anúncio, é "possibilitar o escrutínio das fontes de emissões da rede até o nível dos validadores", entendendo quais são as fontes de energia usadas atualmente pelos responsáveis pela verificação de registros na rede, uma das principais do mercado de criptoativos.

Os dados do monitor mostram que, entre 1º de abril de 2022 e 31 de março de 2023, a Solana contou com 2,39 mil validadores, responsáveis por consumir 26,5 mil megawatts-hora de energia e emitindo 10,7 mil toneladas de dióxido de carbono na atmosfera. Além disso, eles geraram 15,2 mil toneladas de emissões marginais.

A ferramenta traz ainda uma comparação entre o consumo de energia de transações no blockchain e outras atividades. Segundo o monitor, uma pesquisa no Google consome o mesmo que 1,25 transação. Já o uso de uma lâmpada de LED consome em 1 hora o equivalente a 41,67 transações. Uma única transação na rede do bitcoin consome o equivalente a 5,79 milhões de transações na Solana.

A Fundação Solana também informa os validadores mais "verdes" da sua rede, ou seja, que consome menos energia e emitem menos gás carbônico para realizar suas atividades. "A Fundação espera estabelecer um novo padrão para medir emissões em blockchain publicando esses dados", destaca o comunicado.

Impacto ambiental das criptomoedas

A questão da sustentabilidade tem sido um dos principais pontos de críticas à indústria de criptomoedas, e também se tornou um foco de diversos projetos que buscam reduzir suas emissões para atrair investimentos. É o caso da Ethereum, que em 2022 mudou seu mecanismo de consenso para a prova de participação (proof-of-stake), fazendo com que as emissões ligadas à rede caíssem mais de 99%.

"A medição precisa com dados de carbono em tempo real é o primeiro passo para reduzir as emissões. Esperamos que os esforços da Fundação Solana inspirem outras redes e projetos de blockchain a tomar medidas semelhantes para medir suas emissões e construir uma comunidade on-chain mais regenerativa", comentam os responsáveis pela rede.

Logo após a divulgação do monitor, a SOL, criptomoeda nativa da Solana, chegou a subir mais de 4%. Nos dias seguintes, porém, ela devolveu a maior parte dos ganhos. Seguindo o movimento atual de queda no mercado, ela recua 0,8% nas últimas 24 horas, acumulando ganhos de 4,4% nos últimos 30 dias e cotada a US$ 21,68, segundo o CoinGecko.

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