Corinthians: equipe alvinegra encerrou série de oito derrotas consecutivas, mas segue pressionada na luta pela permanência na elite do futebol brasileiro (Alex Silva/Sports Press Photo/Getty Images)
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Publicado em 20 de outubro de 2026 às 13h42.
O Corinthians viu o risco de rebaixamento aumentar após empatar por 1 a 1 com o Vitória, na noite da última segunda-feira, 19, na Neo Química Arena, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Segundo dados do departamento de matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o time alvinegro passou a ter 43,1% de probabilidade de disputar a Série B em 2027. Antes da partida, o índice era de 38,9%.
Com o resultado, o Timão chegou aos 33 pontos e permaneceu na 16ª colocação, apenas um ponto acima do Internacional, primeiro clube dentro da zona de rebaixamento. O empate interrompeu uma sequência de oito derrotas consecutivas, mas não foi suficiente para aliviar a pressão sobre a equipe na reta final da competição.
De acordo com o levantamento do projeto Probabilidades no Futebol, da UFMG, o Corinthians tem 43,1% de chance de ser rebaixado após a 31ª rodada. O percentual coloca o clube entre os cinco times com maior risco de queda no Brasileirão.
O cenário preocupa os torcedores, pois restam apenas sete rodadas para o encerramento do campeonato. Além de precisar somar pontos, o Corinthians depende dos resultados dos concorrentes diretos para se afastar da parte inferior da tabela.
Na atualização divulgada após a rodada, Chapecoense, Remo, Grêmio e Internacional aparecem à frente do Timão no levantamento de risco de rebaixamento. O Internacional, por exemplo, tem 57,7% de probabilidade de queda, enquanto o Grêmio registra 76,7%.
Os números são estimativas matemáticas, não uma confirmação de rebaixamento. A probabilidade pode mudar a cada rodada, conforme os resultados e a pontuação dos clubes.
O Corinthians entrou em campo diante de sua torcida com a necessidade de encerrar a sequência negativa no Brasileirão, que causou a demissão do técnico Fernando Diniz. Apesar de ter maior posse de bola e criar oportunidades, a equipe voltou a apresentar dificuldades para transformar o volume ofensivo em gols.
O Vitória adotou uma postura mais defensiva e tentou aproveitar os espaços para contra-atacar. No primeiro tempo, o time baiano conseguiu resistir à pressão corintiana e abriu o placar aos 45 minutos, com Renê, que aproveitou o rebote de uma defesa parcial de Hugo Souza após cabeçada de Luan Cândido.
Na volta do intervalo, o Corinthians manteve a iniciativa ofensiva, mas encontrou dificuldades para furar a defesa adversária. O empate saiu aos 20 minutos da etapa final, quando Yuri Alberto converteu uma cobrança de pênalti. A penalidade foi marcada após revisão do VAR, que identificou uma falta de Mateus Silva em André dentro da área.
O atacante encerrou um jejum de gols que durava desde julho, quando sofreu uma lesão muscular na coxa direita. Mesmo assim, o Timão não conseguiu aproveitar o momento para buscar a virada e terminou a partida com apenas um ponto.
Nos minutos finais, o Corinthians ainda reclamou de um possível pênalti sobre Gui Negão, mas a arbitragem manteve a decisão de campo. O placar permaneceu em 1 a 1.
Com maior posse de bola, o time paulista teve 68% contra 32% do Vitória, segundo as estatísticas da partida. O desempenho ofensivo, porém, não foi suficiente para garantir a vitória em casa.
Veja o ranking dos clubes com maior probabilidade de rebaixamento no Brasileirão:
O Corinthians volta a campo no próximo sábado, 24, quando enfrenta o Vasco, em São Januário, pela próxima rodada do Campeonato Brasileiro. O confronto ganha importância porque o adversário também está na disputa para escapar da parte inferior da tabela.
Uma vitória pode dar fôlego ao Timão e aumentar a distância para o Z4. Por outro lado, um novo tropeço pode manter o clube sob pressão, especialmente se os concorrentes diretos, como Internacional, Grêmio e Remo, conseguirem pontuar.