CEO da BRK: alienação social de executivos é um dos maiores riscos aos negócios

Enquanto cresce, a BRK reforça práticas de diversidade, inclusão, apoio social, além de ambiental e governança
 (Leandro Fonseca/Exame)
(Leandro Fonseca/Exame)
M
Marina FilippePublicado em 23/06/2022 às 21:01.

A BRK Ambiental, presente em mais de 100 municípios brasileiros, está num setor em rápida expansão desde
o Marco Regulatório do Saneamento, de 2020. A companhia contratou 1.275 pessoas no ano passado e 600 no ano anterior.

Receba gratuitamente a newsletter da EXAME sobre ESG. Inscreva-se aqui

Nesse crescimento, ela tem aproveitado para promover lideranças diversas, com um programa específico para mulheres negras no qual, das 40 participantes, 30% foram promovidas. Em outra ação, 50 mulheres refugiadas se formaram encanadoras, sendo 12 delas contratadas pela BRK e as demais incentivadas a trabalhar em outras empresas do setor.

“Os compromissos ESG são uma maratona e precisam ter o acompanhamento da alta liderança, mas estão no dia a dia. Estamos explicando para o gestor que contrata pessoas refugiadas o impacto social que ele promove”, diz Carlos Almiro, diretor de sustentabilidade e gestão de riscos da BRK.

Na visão de Teresa Vernaglia, CEO da BRK, a alienação social de empresas e executivos é um dos maiores riscos aos negócios. “Uma companhia que faz um investimento em um serviço que as famílias não podem pagar está destruindo valor”, diz Vernaglia. “Escolhemos olhar para as mulheres porque elas são os principais arrimos de família do país.

Se uma criança fica doente por não ter esgoto, é a mãe que vai cuidar. Muitas vezes, ela nem sabe por que o filho está doente.

” A companhia também tem forte atuação na frente ambiental. Entre os destaques da concessionária está a meta de zerar as emissões de gases causadores do efeito estufa até 2040, dez anos antes do prazo definido pela ONU, e reduzir as perdas de água em 25% até 2030. Atualmente, 54% da energia elétrica é proveniente de fontes renováveis, enquanto a meta é chegar a 70% até 2030. “Trabalhamos com saneamento, que gera qualidade de vida, saúde e até geração de renda”, afirma Almiro.