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Na Companhia Brasileira de Alumínio, a CBA, todos os investimentos são alinhados com conceitos ESG e pautados por uma estratégia que considera dez alavancas, sendo cinco no pilar ambiental, duas no social e três em governança. Essas alavancas são desdobradas em 15 programas, que englobam 33 objetivos.

“Os projetos de modernização e ampliação da capacidade produtiva levam em conta esses critérios para, por exemplo, reduzir nossas emissões de carbono”, diz Luciano Alves, presidente da CBA. Como resultado, a companhia cortou em 26% suas emissões de 2019 a 2022, pretendendo chegar a 40% até 2030.

“Hoje, estamos bem posicionados em relação às emissões. A média mundial de geração de gases de efeito estufa para a produção de alumínio líquido é de 12,6 toneladas de carbono emitido por tonelada produzida, enquanto na CBA o índice é de 3,03. Isso é possível por meio de matriz energética renovável, uso de biomassa e eficiência da operação”, diz Lean­dro Faria, gerente-geral de sustentabilidade da CBA.

Outra decisão no rumo da sustentabilidade é aumentar o conteúdo reciclado nos produtos. “O produto reciclado tem algo em torno de 0,5 tonelada de carbono a cada tonelada de alumínio”, diz Faria. Por isso, a CBA realizou a aquisição da Alux. “Entre as metas para 2030 está ampliar para 80% o volume de reciclagem de alumínio com sucata industrial e de obsolescência na Metalex.”

O executivo lembra também que a CBA é uma das fundadoras do Legado das Águas e proprietária e mantenedora integral do Legado Verdes do Cerrado, ­áreas de floresta nativa preservada geridas pela Reservas Votorantim. As duas organizações emitiram juntas o primeiro crédito de carbono do cerrado a partir de florestas conservadas. A área certificada tem 11.500 hectares e capacidade de emissões médias anuais de 50.000 créditos de carbono. Na primeira emissão, foram gerados 316.000 créditos, referentes ao período de 2017 a 2021. 

Para impactar mais a cadeia, a CBA iniciou, em 2021, a implementação do Programa Suprimentos Sustentável. Na primeira etapa, focada nos fornecedores prioritários, foram estabelecidos os critérios ESG. Em seguida, os demais fornecedores passaram pelo mesmo processo.

“Temos mais de 4.000 fornecedores. É importante ressaltar que essa metodologia não visa excluir uma empresa, e sim melhorar a qualidade do trabalho de todos”, afirma Luciano Alves. Em relação à diversidade e inclusão de funcionários, ao fim de 2022 a CBA registrou 21% de mulheres na liderança — mais do que o dobro de cinco anos atrás.

“O setor é tradicionalmente mais masculino, mas estamos mudando esse cenário e temos como meta ter 25% de liderança feminina até 2025. Também olhamos para outros temas de diversidade, como étnico-racial e LGBTQIA+”, finaliza Alves.

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