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Opinião: Lula sabe tudo

Apesar das pressões, o presidente da República tem ouvido a sociedade e tomado decisões assertivas para o Brasil

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Presidente sabe que a confiança dos investidores se deve à solidez da política econômica, à força da âncora fiscal e nível das taxas de juros (Esfera Brasil/Divulgação)

Presidente sabe que a confiança dos investidores se deve à solidez da política econômica, à força da âncora fiscal e nível das taxas de juros (Esfera Brasil/Divulgação)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem sido pressionado para corrigir o curso deste transatlântico chamado Brasil. Mais para bombordo, gritam uns do convés. Mais para a estibordo, sussurram outros na cabine de comando.

Pressões fazem parte do jogo democrático. São legítimas, na medida em que expressam a opinião e os interesses de fatias expressivas da sociedade. O papel do comandante é ouvir o que lhe chega aos ouvidos e, com o poder conferido pelo voto popular, decidir o rumo da embarcação.

Pois afirmamos que Lula tem se saído bem nessa que é a principal tarefa do cargo que ocupa. É uma avaliação que não está baseada apenas nessas primeiras semanas de mandato. Nesse quesito, o escolado Lula se mostrou apto também nas vezes anteriores em que ocupou o Poder Executivo.

Veja também: “Se governo empurrar, vai favorecer a tramitação”, diz Haddad sobre MP do Carf

Com reeleições de Lira e Pacheco, Congresso mantém autonomia legislativa

É essa percepção que deve fazer com que investimentos privados relevantes, nacionais e estrangeiros, voltem a ser feitos. Eles são o motor do crescimento, equivalentes a cerca de 20% do Produto Interno Bruto, enquanto os governamentais geram apenas 0,5% do PIB.

A palavra-chave – aquela que abre os cofres das empresas – é confiança. Se o empresário tem esperança consistente no futuro do Brasil, ele naturalmente vai investir. E o grau de confiabilidade tem a ver com a condução do país.

Quanto mais Lula prestigiar seu ministro da Fazenda, mais investimentos virão. A vitória de Fernando Haddad na decisão do governo de voltar a cobrar impostos sobre a comercialização de combustíveis ilustra bem o que estamos argumentando.

Mais do que ninguém, o presidente da República sabe que a confiança dos investidores deriva de um conjunto de fatores, como a solidez da política econômica, a força da âncora fiscal ou o nível das taxas de juros. Se a saúde das contas públicas estiver devidamente protegida, o empresário investe – até porque ninguém quer perder oportunidade e dinheiro.

Críticos de Lula afirmam, levianamente, que o sucesso de suas primeiras administrações teria sido resultado apenas das condições econômicas externas favoráveis. Em outras palavras, o presidente teria dependido da sorte. A realidade, porém, é que um ambiente positivo não garante, por si, o desempenho. Sem políticas adequadas, a vantagem é desperdiçada.

Agora, mais uma vez, a situação internacional pode ter um impacto benéfico para o Brasil. Nosso principal parceiro comercial, a China, cujo crescimento despencou para 3% ao ano com a pandemia da Covid-19, superou a crise e deve pelo menos dobrar o ritmo de expansão neste ano.

Além disso, o país asiático, que tem conhecidas tensões geopolíticas com Europa e Estados Unidos, tende a estreitar relações com a América Latina, sobretudo o Brasil. Lula sabe disso, e não é por acaso que vai visitar Pequim em março. Será preciso muita má vontade para chamar a colheita dessa investida diplomática de sorte.

E a bonança pode se completar com mais um ciclo de alta nas cotações das commodities que o Brasil exporta.

Se soubermos aproveitar bem o cenário, teremos condição de crescer 3% ou 4% ao ano, e não os raquíticos 0,5% a 1%, que mal dão para absorver a nova mão de obra que chega ao mercado.

Acreditamos que Lula, com a sensibilidade econômica que tem demonstrado, saberá tirar o melhor proveito das circunstâncias que se apresentam.

A esquerda vai continuar pressionando para uma virada a bombordo, mas Lula sabe que não foi guindado ao posto mais importante do governo para ser presidente do PT. Ele está comprometido com uma ampla aliança partidária para ser presidente do Brasil.

* Camila é CEO e João é fundador e presidente do Conselho da Esfera Brasil

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