Acompanhe:

Em breve, empresas que reduziram as emissões de gases do efeito estufa (GEEs) poderão negociar seus créditos de carbono como qualquer outro ativo financeiro. A parceria foi firmada em dezembro pela B3, a bolsa de valores brasileira, com a AirCarbon Exchange (ACX), de Singapura.

 Juntas, B3 e ACX pretendem lançar, ainda no primeiro trimestre de 2024, uma plataforma onde detentores de créditos poderão transacionar com empresas do mundo todo que quiserem compensar a quantidade de carbono emitida em suas operações, de forma a diminuir a pegada ambiental e se adaptar a práticas ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês).

“O Brasil tem potencial para ser um dos maiores fornecedores de créditos de carbono no mundo, e a B3 está comprometida em impulsionar esse mercado no País, fornecendo um ambiente seguro, com transparência de preços e integrado para negociação de créditos que contribua para acelerar a transição para um futuro mais sustentável”, afirmou o superintendente de Produtos Balcão da B3, Leonardo Paulino Betanho, ao anunciar a parceria.

A B3 investirá até R$ 10 milhões na plataforma, que será operada pela ACX e que vai possibilitar o acesso de investidores internacionais aos créditos de empresas brasileiras.

A AirCarbon Exchange é uma bolsa digital de créditos de carbono que negocia projetos em mais de 30 países.

demanda por créditos de carbono vem crescendo com a relevância da agenda ESG para corporações mundiais, mas a oferta de créditos ainda é baixa, o que se reflete em preços cada vez mais altos. Um estudo da McKinsey aponta que a demanda global por créditos de carbono pode aumentar mais de 15 vezes até 2030, saltando do equivalente a US$ 1 bilhão, registrado em 2022, para US$ 50 bilhões.

Veja também: ‘A indústria brasileira pode se tornar um ator significativo na economia de baixo carbono’, diz CNI

‘O Brasil é importante para a transição energética e ecológica do mundo’, diz diretora do BNDES

‘Não vejo com otimismo possibilidades de avanço para o acordo Mercosul-UE’, diz cientista político

Regulamentação do mercado de carbono no Brasil

No Brasil, o mercado de carbono ainda é voluntário. Tramita no Congresso Nacional um projeto de lei (PL), de iniciativa do Senado, que dispõe sobre o Mercado Brasileiro de Redução de Emissões (MBRE), determinado pela Política Nacional de Mudança Climática. O PL 412/2022 cria o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões para empresas que emitam mais de dez mil toneladas de dióxido de carbono por ano.

O texto, aprovado em caráter terminativo pela Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado em outubro, foi encaminhado para apreciação da Câmara dos Deputados. Ele prevê regras gerais que poderão proporcionar segurança jurídica para empresas e confiabilidade para os créditos de carbono gerados no País.

Créditos

Últimas Notícias

Ver mais
B3 tem mais de 7 mil contratos de futuros de bitcoin negociados em 1º dia de operação
Future of Money

B3 tem mais de 7 mil contratos de futuros de bitcoin negociados em 1º dia de operação

Há 4 horas

Em meio à crise climática, Haddad pede recursos a bancos multilaterais
ESG

Em meio à crise climática, Haddad pede recursos a bancos multilaterais

Há 19 horas

Calor letal: queima de combustíveis fósseis mata cada vez
ESG

Calor letal: queima de combustíveis fósseis mata cada vez

Há um dia

O que é 'semeadura de nuvens', programa do governo que tenta mudar o clima de Dubai
Meio ambiente

O que é 'semeadura de nuvens', programa do governo que tenta mudar o clima de Dubai

Há um dia

Continua após a publicidade
icon

Branded contents

Ver mais

Conteúdos de marca produzidos pelo time de EXAME Solutions

Exame.com

Acompanhe as últimas notícias e atualizações, aqui na Exame.

Leia mais