Economia

Vendas da indústria crescem 4,5% no 1º semestre devido à exportação

Em ritmo mais lento que as vendas ao exterior, demanda interna também contribuiu para manter o nível de atividade do setor

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Da Redação

Publicado em 9 de outubro de 2008 às 10h59.

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As indústrias encerraram o primeiro semestre com números "promissores", segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). As vendas apresentaram um crescimento real de 4,5% sobre igual período do ano passado. O resultado foi favorecido "pelo extraordinário desempenho das exportações", que "sustentam grande parte do dinamismo da atividade industrial".

Outro fator que contribuiu para manter o nível de atividade do setor, segundo a confederação, foi a demanda interna. Embora crescendo num ritmo mais lento que o do ano passado, o mercado doméstico ainda é estimulado pela expansão do crédito e pelo aumento da massa salarial, capazes de se contrapor aos elevados juros impostos pela política monetária. De acordo com a CNI, no primeiro semestre, por exemplo, o número de pessoas ocupadas na indústria foi 6,36% superior ao de igual intervalo de 2004. As horas trabalhadas subiram 7,21%. Já a massa salarial apresentou crescimento real de 8,96%.

O ritmo mais forte da indústria também foi confirmado pelo aumento do nível de utilização da capacidade instalada. Em junho, o setor operou com 82,6% de sua capacidade, contra 81,9% em maio. A taxa, porém, é inferior aos 83,1% de junho do ano passado.

Segundo a CNI, o desempenho das vendas poderia ser melhor, se o câmbio valorizado não estivesse comprometendo a competitividade dos produtos no exterior. Esse é o motivo de as horas trabalhadas apresentarem um crescimento superior ao das vendas reais, de acordo com a entidade.

O descolamento entre o desempenho das vendas e da massa salarial não projeta perspectivas positivas para o emprego industrial nos próximos meses. A CNI alerta que, com o faturamento crescendo aquém ao da folha de pagamento, as indústrias deverão conter as contratações neste semestre.

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