Economia

S&P melhora sua previsão para a economia da Rússia

A agência americana estima que a economia russa crescerá a um ritmo médio de 1,7% anual no triênio 2018-2020

Rússia: "Nossa opinião é que o PIB da Rússia voltará a crescer e a economia russa continuará sua adaptação aos preços baixos do petróleo" (Alexander Nemenov/AFP)

Rússia: "Nossa opinião é que o PIB da Rússia voltará a crescer e a economia russa continuará sua adaptação aos preços baixos do petróleo" (Alexander Nemenov/AFP)

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EFE

Publicado em 17 de março de 2017 às 16h02.

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Moscou - A agência de qualificação de riscos S&P Global Ratings melhorou nesta sexta-feira sua previsão para a economia russa ao modificar a previsão de "estável" para "positivo", mas manteve a nota da dívida da Rússia em BB, equivalente ao chamado "bônus lixo".

"Nossa opinião é que o PIB da Rússia voltará a crescer e a economia russa continuará sua adaptação aos preços baixos do petróleo, mantendo uma posição forte em ativos exteriores limpos e uma carga de dívida relativamente baixa durante o período 2017-2020", diz o relatório divulgado pela S&P.

A agência americana, tantas vezes acusada por Moscou de motivação política em suas qualificações, estima que a economia russa crescerá a um ritmo médio de 1,7% anual no triênio 2018-2020.

O ministro da Economia da Rússia, Maxim Oreshkin, previu no final de fevereiro que os títulos da dívida russa superariam o âmbito especulativo e voltariam a atrair o interesse dos investidores.

A S&P considera que as baixas cotações do petróleo atingiram especialmente a economia russa, mas crescerão timidamente para se estabilizarem nos próximos anos em uma média de US$ 55 por barril de referência Brent, algo que "ajudará a recuperação econômica" da Rússia.

Segundo o relatório da agência, também contribuirão para essa recuperação a crescente extração de petróleo e, sobretudo, de gás natural, e o aumento do consumo privado.

"No entanto, no curto prazo a economia do país estará pressionada pelas sanções internacionais" adotadas pelo papel de Moscou na crise e pelo conflito armado na Ucrânia, uma realidade que "limitará o interesse dos investidores", acrescentou a S&P no documento.

Os especialistas da S&P consideram que as sanções serão mantidas nos próximos anos e, inclusive, podem ser incrementadas por parte da União Europeia, dada a escalada do conflito no leste da Ucrânia e devido às suspeitas de que o Kremlin está por trás de ataques cibernéticos contra políticos ocidentais.

A economia russa, imersa há três anos em uma longa recessão, começou a crescer nos dois últimos meses do ano passado e, segundo o governo, poderia terminar este ano com um crescimento próximo de 2%.

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