Pimentel propõe compra de títulos portugueses para ajudar país

Governo brasileiro, porém, ainda não tomou uma decisão sobre o assunto

São Paulo - O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Fernando Pimentel disse hoje (30) que o Brasil deveria comprar títulos da dívida portuguesa para ajudar o país europeu a sair da crise, apesar do alto risco desses papéis. “Defendo no governo a ideia de que nós devemos comprar títulos da dívida portuguesa. O governo brasileiro avaliou e não tomou a decisão ainda sobre isso. Vai tomar. Defendo a ideia de que a gente deve comprar, ainda que a avaliação de risco do papel não seja boa”, disse o ministro evento promovido pela Câmara Portuguesa de Comércio, em São Paulo, para um grupo de empresários.

Segundo o ministro, a compra de títulos da dívida pública de Portugal se justificaria pelas relações entre os dois países, “uma relação de países irmãos, que falam a mesma língua e têm a mesma história". Para ele, "as razões políticas devem se sobrepor às razões meramente econômicas”.

O ministro também falou sobre a valorização do real. Para ele, “esse patamar do câmbio veio para ficar”. A saída, segundo Pimentel, seria aumentar a competitividade da indústria nacional. “Temos que recuperar nossa competitividade sem contar com a ferramenta do câmbio, porque ela, nesse contexto, não vai nos ajudar e não vai mudar. Temos que contar, basicamente, com o bom aproveitamento dos recursos naturais que temos e com a inovação”.

O ministro reconheceu que as medidas tomadas pelo governo até agora não surtiram o efeito desejado e que novas medidas podem ser adotadas. “O sinal amarelo está aceso. Aquela coisa do [aumento ds alíquota do] IOF [Imposto sobre Operações Financeiras] melhorou, mas não foi suficiente. Temos que tomar medidas adicionais para evitar o fluxo de capitais”.

Pimentel também fez críticas às taxas de juros no Brasil: “No longo prazo, só tem uma forma de não incentivar a entrada exacerbada de recursos financeiros de curto prazo no Brasil: é reduzir a taxa de juros. Temos hoje uma taxa de juros seguramente incompatível com os fundamentos da nossa economia”.

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