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Pesquisa: 53% dos brasileiros afirmam que a economia vai melhorar nos próximos seis meses

Levantamento da CNI mostra que, embora maior parte considere o momento econômico regular, ruim ou péssimo, brasileiros reconhecem que houve avanço em relação ao primeiro trimestre e projetam otimismo para 2024

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Economia: maior parte dos brasileiros acredita que a economia vai melhorar nos próximos seis meses (Leandro Fonseca/Exame)

Economia: maior parte dos brasileiros acredita que a economia vai melhorar nos próximos seis meses (Leandro Fonseca/Exame)

Para 53% dos brasileiros, a economia vai melhorar nos próximos seis meses. O dado faz parte de um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado nesta terça-feira, 24. Na pesquisa, 22% da população respondeu que a situação econômica tende a piorar — e 21% acreditam que nada deve mudar.

“A percepção mais positiva da população para os próximos seis meses é importante, pois afeta as decisões de consumo. Mas o Brasil precisa de política industrial moderna, focada em inovação, e da reforma tributária para atrair investimentos e crescer de forma sustentada. O crescimento econômico é essencial para aumentar a qualidade de vida da população”, afirma o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

A pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira, realizada pelo Instituto de Pesquisa em Reputação e Imagem (IPRI), ouviu 2.004 pessoas nas 27 unidades da Federação, entre 14 e 19 de setembro de 2023. Quando perguntados sobre a atual situação da economia, a opinião é um pouco menos otimista:

  • 24% da população considera boa ou ótima a situação atual da economia;
  • 36% afirmam que a situação é regular;
  • 38% dizem que a situação é ruim ou péssima.

Percepções regionais

Segundo a CNI, a percepção varia conforme a região. No Nordeste, 32% afirmam que o desempenho da economia está ótimo ou bom e 30% ruim ou péssima. No Norte e Centro-Oeste, o percentual de quem assinalou ótima ou boa caiu para 23% e a avaliação de que está ruim ou péssima sobe para 44% dos entrevistados.

No Sudeste, 20% marcaram ótima ou boa e 39% assinalaram ruim ou péssima. O Sul tem a pior percepção: a avaliação de 18% da população é de que a economia está ótima ou boa e 43% afirmam perceber a economia como ruim ou péssima.

Apesar da avaliação menos positiva sobre o momento atual da economia, 45% da população considera que a situação já foi pior. Este é o percentual de brasileiros que afirmam que a economia melhorou nos últimos seis meses. E, entre os que consideram a situação da economia atual como ruim ou péssima, 17% avaliam que ela está melhor do que no primeiro trimestre.

Inflação, juros, desemprego e pobreza

Apesar de boletim Focus do Banco Central projetar uma inflação dentro da meta — de 4,75% — até o final do ano, a maior parte da população (49%) entende que os preços dos produtos consumidos por eles aumentaram nos últimos seis meses. Já 32% responderam que os preços diminuíram e 18% disseram que está igual nos últimos seis meses. "A expectativa é de aumento de preços nos próximos seis meses para 46% da população, enquanto 29% acreditam que a inflação vai começar a cair", diz a CNI em comunicado.

Além disso, 48% dos entrevistados afirmam que as taxas de juros de suas compras ou de suas dívidas aumentaram nos últimos seis meses e 9% disseram que caíram. A projeção para os próximos seis meses para 39% da população é de aumento nos juros dos financiamentos pessoais, enquanto 24% avaliam que os juros devem cair.

Os dados mostram que 33% da população afirma que o desemprego aumentou entre as pessoas próximas nos últimos seis meses, 41% disseram que a situação permanece igual e 22% afirmam que o desemprego diminuiu. A expectativa é de que o desemprego aumente para 30% dos entrevistados e que caia para 31%.

A percepção de aumento da pobreza na região e nos ambientes em que 32% dos entrevistados frequentam se expandiu nos últimos seis meses, permaneceu igual para 49% dos brasileiros e caiu 26%. Para os próximos seis meses, 29% dos brasileiros afirmam que a pobreza ao seu redor vai aumentar e outros 29%, o mesmo percentual, acreditam que a pobreza será menor.

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