Economia

Pedidos de recuperações judiciais sobem 88% em maio

Os pedidos de falências tiveram alta de 11 por cento em maio na comparação com maio de 2015, a 151 ocorrências


	Falência: de janeiro a maio, o número de requerimentos subiu 95,1% sobre o mesmo intervalo um ano antes
 (Thinkstock)

Falência: de janeiro a maio, o número de requerimentos subiu 95,1% sobre o mesmo intervalo um ano antes (Thinkstock)

DR

Da Redação

Publicado em 6 de junho de 2016 às 11h08.

Priorizar nos meus resultados Google

São Paulo - Os pedidos de recuperações judiciais de empresas brasileiras subiram 87,8 por cento em maio contra o mesmo mês do ano anterior, de 98 para 184 casos, informou nesta segunda-feira a empresa de informações de crédito Serasa Experian.

Na comparação com abril, houve aumento de 13,6 por cento nos pedidos de recuperação. As micro e pequenas empresas tiveram o maior número de requisições, 106, seguidas por empresas médias, com 49, e grandes, com 29.

"O atual quadro recessivo, que já vem se arrastando por dois anos, e as dificuldades na obtenção de crédito, têm prejudicado a solvência financeira das empresas, levando os pedidos de recuperação judicial a recordes históricos recorrentes", disseram economistas da Serasa em comunicado.

De janeiro a maio, o número de requerimentos subiu 95,1 por cento sobre o mesmo intervalo um ano antes, a 755, o maior número de ocorrências para o acumulado dos primeiros cinco meses do ano desde 2006, após a entrada em vigor da Nova Lei de Falências, disse a Serasa.

Os pedidos de falências tiveram alta de 11 por cento em maio na comparação com maio de 2015, a 151 ocorrências.

Acompanhe tudo sobre:EmpresasFalênciasRecuperações judiciais

Mais de Economia

Desgaste de Lula e tensão com STF pesam mais que economia favorável, diz economista

Kinea: eleição só termina quando vencedor mostrar como pagará ajuste fiscal de 2% do PIB

Split payment adiado não é split payment esquecido: o que muda no caixa e nos sistemas das empresas

Governo lança novo Desenrola MEI e prorroga programas para renegociar dívidas; entenda como funciona