Economia

Taxa de desemprego no Brasil cai a 5,6% em julho

Taxa é a menor taxa desde fevereiro, ante 6,0% em junho


	Desemprego: pesquisa mostrou que, pela mediana das previsões de 21 analistas consultados, a taxa atingiria 5,8
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Desemprego: pesquisa mostrou que, pela mediana das previsões de 21 analistas consultados, a taxa atingiria 5,8 (.)

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Da Redação

Publicado em 22 de agosto de 2013 às 10h18.

Rio de Janeiro - A taxa de desemprego no Brasil caiu pela primeira vez neste ano ao atingir 5,6 por cento em julho, menor taxa desde fevereiro, mas ao mesmo tempo o rendimento da população recuou pela quinta vez seguida.

Em junho, a taxa de desemprego havia atingido o patamar mais alto desde abril de 2012 ao chegar a 6,0 por cento. Em fevereiro deste ano o desemprego também atingiu 5,6 por cento.

O número divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters, cuja mediana de 21 projeções apontou que a taxa atingiria 5,8 por cento.

A última queda do desemprego tinha acontecido em dezembro passado, quando atingiu a mínima histórica de 4,6 por cento num momento sazonalmente favorável pelas festas de fim de ano.

A população ocupada cresceu 0,7 por cento em julho na comparação com junho e aumentou 1,5 por cento ante o mesmo período do ano anterior, totalizando 23,136 milhões de pessoas nas seis regiões metropolitanas avaliadas.

Enquanto isso a população desocupada chegou a 1,379 milhão de pessoas, queda de 5,3 por cento ante junho, mas alta de 6,1 por cento sobre um ano antes. Os desocupados incluem tanto os empregados temporários dispensados quanto desempregados em busca de uma chance no mercado de trabalho.

O IBGE informou ainda que o rendimento médio da população ocupada caiu 0,9 por cento no mês passado ante junho, atingindo 1.848,40 reais. Em relação a julho do ano passado, o rendimento cresceu 1,5 por cento.

Apesar dos dados divulgados nesta quinta-feira, o mercado de trabalho vem mostrando exaustão, num cenário de fraco crescimento e queda nas confianças do setor produtivo e do consumidor.

A geração de empregos, um dos últimos indicadores positivos da economia, foi de apenas 41.463 vagas em julho, no pior resultado para o mês desde 2003, com forte queda nas contratações em todos os setores.

Atualizado às 10h17

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