Economia

Governo grego nega ter recuado ante zona do euro

Porta-voz se declarou otimista sobre a possibilidade de um acordo com os sócios europeus, mas se mostrou prudente

O premier grego, Alexis Tspiras: Grécia enviou na quinta-feira a seus parceiros europeus uma proposta financeira na qual reitera sua oposição à austeridade (Louuisa Gouliamaki/AFP)

O premier grego, Alexis Tspiras: Grécia enviou na quinta-feira a seus parceiros europeus uma proposta financeira na qual reitera sua oposição à austeridade (Louuisa Gouliamaki/AFP)

DR

Da Redação

Publicado em 20 de fevereiro de 2015 às 10h11.

Priorizar nos meus resultados Google

Atenas - O governo grego negou nesta sexta-feira ter renunciado a seus compromissos eleitorais em sua última proposta à zona do euro sobre a prorrogação do plano de financiamento, que será examinada hoje numa reunião em Bruxelas.

"Não voltamos atrás no que diz respeito a nossas linhas vermelhas", assegurou o porta-voz governamental Gabriel Sakellaridis, referindo-se a questões que Atenas considera não negociáveis.

"Se o governo tivesse feito um giro de 180 graus, teríamos assinado um acordo há dez dias", destacou.

O porta-voz se declarou otimista sobre a possibilidade de um acordo com os sócios europeus, mas se mostrou prudente.

A Grécia enviou na quinta-feira a seus parceiros europeus uma proposta financeira na qual reitera sua oposição à austeridade, suscitando a rejeição da Alemanha, mas que, segundo Bruxelas, "abre o caminho para um compromisso".

O governo grego propôs, em uma carta ao Eurogrupo, uma extensão por seis meses do acordo de empréstimo europeu, período em que se compromete com o equilíbrio orçamentário, mas confirmou que é contra as medidas de austeridade, segundo uma fonte governamental em Atenas.

Na carta, o governo grego de esquerda aceita a supervisão dos credores (UE, BCE e FMI), embora não utilize a palavra "troika". Compromete-se a "financiar plenamente qualquer nova medida, mas se abstendo de qualquer ação unilateral que possa afetar as metas orçamentárias, a recuperação econômica e a estabilidade financeira".

Uma reunião de ministros da Economia da zona do euro (Eurogrupo) será realizada na tarde da sexta-feira, em Bruxelas para decidir sobre o pedido da Grécia.

Entretanto, a proposta grega foi mal recebida pela Alemanha, maior economia da zona do euro. O ministério alemão da Economia considerou em um comunicado que "não é uma proposta de solução substancial" e que "não responde aos critérios da zona euro".

Atenas reagiu algumas horas mais tarde, dando a entender que alguns países na zona do euro não querem solucionar a negociação entre Atenas e seus parceiros europeus.

Acompanhe tudo sobre:EuropaPiigsGréciaCrise gregaDívidas de paísesZona do Euro

Mais de Economia

Ata do Copom não descarta novos cortes da Selic mas cita 'aumento de incerteza'

BC mantém espaço para novo corte da Selic após eleições, dizem economistas

Com Selic a 13,75% ao ano, Brasil segue com o maior juro real do mundo

BC corta a Selic pela 5ª vez seguida e taxa de juros no Brasil cai para 13,75%