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Empresários pedem a Guedes medidas para estimular as exportações

Em reunião com representantes da indústria, ministro disse que vai retomar a agenda de reformas estruturais em 2021

Em reunião virtual nesta sexta-feira com o ministro da Economia, Paulo Guedes, empresários de 13 setores demonstraram otimismo com a retomada da economia e a fase atual de reposição de estoques.

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No entanto, disseram estar preocupados com o elevado custo Brasil e a segunda onda de Covid-19 em mercados importantes para o Brasil, como a União Europeia, e pediram medidas para estimular as exportações e crédito para financiar investimentos de médio e longo prazos.

— Foi levada ao ministro a preocupação de que a abertura comercial ande junto com a abertura do mercado brasileiro para os importados — disse Marco Polo Mello, presidente do Instituto Aço Brasil.

Mello é coordenador da Coalizão Indústria, que representa 45% do Produto Interno Bruto (PIB) do setor produtivo e se reúne periodicamente com o ministro da Economia, para discutir a conjuntura econômica.

Para a próxima reunião, marcada para 12 de dezembro, Guedes pediu sugestões dos empresários para estimular as exportações.

— Há grande receio quanto às exportações de manufaturados. Nosso principais mercados são a América do Sul, que está em crise, e os Estados Unidos e a Europa. O mercado interno apresenta uma recuperação forte, mas estamos preocupados com a demanda externa — disse o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro.

José Veloso, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), disse que o setor deve terminar 2020 com um crescimento de 8% em relação a 2019.Contou ter pedido ao ministro recursos para financiar investimentos para a aquisição de bens de capital e estimular as exportações.

— Não estou falando de medidas emergenciais, e sim de médio e longo prazos, de cinco a dez anos, para investimentos e exportações— afirmou Velloso.

Segundo os participantes, Guedes disse que vai retomar a agenda de reformas estruturais, atropelada este ano pela pandemia, e as privatizações. Ele citou como prioridades para 2021 a autonomia do Banco Central, a lei de falências, as reformas administrativa e tributária, a PEC emergencial, o pacto federativo e a lei de cabotagem.

Marco Polo Mello destacou que, durante a conversa, foram mencionados como fatores de preocupação para 2021 a retirada do auxílio emergencial e a questão da rolagem da dívida pública, entre outros.

Guedes respondeu que o governo está trabalhando na questão da ajuda às famílias mais pobres, para enfrentar a pandemia — o que incluiria a redução de R$ 600 para R$ 300 do valor do auxílio governamental. Mas afirmou que seguirá o caminho das reformas.

— Ano que vem, o foco serão as reformas estruturais, para desbloquear os horizontes de investimentos, com a inflação sobre controle e a redução da relação dívida/PIB (hoje em 90,6%, segundo dados do Banco Central), marcos regulatórios, reformas administrativa e tributária, privatização e outras medidas engatilhadas — disse Mello.

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