Economia

Dilma sanciona orçamento com aumento de fundo partidário

Os detalhes do orçamento, sancionado por Dilma noite na segunda-feira e publicado nesta quarta-feira no Diário Oficial


	Os detalhes do orçamento, sancionado por Dilma noite na segunda-feira e publicado nesta quarta-feira no Diário Oficial
 (Ueslei Marcelino/Reuters)

Os detalhes do orçamento, sancionado por Dilma noite na segunda-feira e publicado nesta quarta-feira no Diário Oficial (Ueslei Marcelino/Reuters)

DR

Da Redação

Publicado em 22 de abril de 2015 às 14h58.

Priorizar nos meus resultados Google

Brasília - A presidente Dilma Rousseff sancionou o orçamento do Estado para 2015 e não vetou o aumento dos recursos do fundo partidário, ponto que provocou polêmica nos últimos dias, depois de ser aprovado pela Câmara dos Deputados e criticado pelo Senado.

Os detalhes do orçamento, sancionado por Dilma noite na segunda-feira e publicado nesta quarta-feira no Diário Oficial, incluem um acórdão da Câmara dos Deputados que triplica a contribuição do Estado para o funcionamento dos partidos políticos, que o texto definiu para este ano em R$ 867,5 milhões.

Alguns partidos políticos pediram publicamente à Dilma que vetasse o aumento, pois consideraram que vai na direção oposta a do ajuste fiscal que o governo estabeleceu para equilibrar as contas públicas.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, do PMDB, disse hoje em entrevista coletiva que Dilma "escolheu o pior, pois deveria ter vetado esse aumento, como muitos setores exigiram".

O aumento do dinheiro público dado a cada ano aos partidos políticos foi aprovado pela Câmara dos Deputados no momento em que os partidos sofrem uma aguda perda de credibilidade, principalmente pelo envolvimento nos recentes escândalos de corrupção.

Segundo uma pesquisa divulgada há um mês pela Associação de Magistrados do Brasil, 72% dos brasileiros não confiam nos partidos, que se transformaram em uma das instituições com menos credibilidade no país.

O dinheiro do orçamento é distribuído de acordo com o nível de representatividade que cada partido tem no parlamento.

De acordo com cálculos da Consultoria de Orçamentos da Câmara dos Deputados, o partido que mais receberá este ano será o PT.

Na semana passada, o até então tesoureiro do PT João Vaccari renunciou ao seu cargo após ser detido pela Polícia Federal.

Vaccari é acusado de intermediar para que empresas que obtinham contratos com Petrobras desviassem parte do dinheiro que pago pela estatal ao PT. As autoridades agora investigam se o partido se valeu dessas manobras para financiar campanhas eleitorais.

Acompanhe tudo sobre:Dilma RousseffPersonalidadesPolíticosPolíticos brasileirosPT – Partido dos TrabalhadoresPolítica no BrasilGovernoOrçamento federal

Mais de Economia

Lula defende responsabilidade fiscal para atrair investimentos: 'Economia precisa estar arrumada'

Quando começa o imposto do pecado? Cerveja vai ficar mais cara? Veja perguntas e respostas

Reforma tributária não será adiada e começa em 2027, diz ministro da Fazenda

Economistas veem pausa prolongada no ciclo de cortes de juros após decisão do Copom