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A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou um novo convite para que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, compareça ao Senado para prestar esclarecimentos sobre a política monetária e a definição da Taxa Selic. Foram apresentados quatro requerimentos dos senadores Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), Ciro Nogueira (PP-PI), Rogério Marinho (PL-RN) e Plínio Valério (PSDB-AM).

Mais cedo, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, e o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, já haviam defendido a convocação do presidente do BC pela Casa.

"O choque com a decisão do Copom é de fácil compreensão. O Brasil passa por um claro processo de redução da inflação. O IPCA dos últimos meses tem sido reiteradamente abaixo das expectativas, e desacelerou para apenas 0,23% em maio", disse Randolfe Rodrigues em requerimento.

Na última quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa básica em 13,75% ao ano. Isso despertou uma nova onda de críticas a Campos Neto.

Ata do Copom

A ata da reunião do Banco Central, divulgada na manhã desta terça-feira, porém, mostra que a maioria dos integrantes do Copom avalia que que a continuidade da queda da inflação, e seu impacto sobre as expectativas do mercado para o IPCA, pode possibilitar uma queda dos juros no começo de agosto.

Após a divulgação da ata, o ministro da Fazenda,Fernando Haddad, disse que a sinalização de possível queda da taxa básica de juros em agosto está em linha com as medidas do governo Lula e defendeu que o país está no "caminho certo".

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Na mesma linha, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que não há mais razões para taxa de juros não cair:

"Não há razão mais para não cair a taxa de juros. Então estamos muito confiantes de que deve cair.

Essa não é a primeira vez que Campos Neto será convidado à Comissão no Senado. O presidente do BC este na Casa no última dia 25 de abril, quando defendeu a autonomia da instituição.

"O Senado deve fazer isso. O Senado tem um compromisso com a República. É papel deles chamarem o presidente do BC e não tem nada de autoritarismo nisso" — disse Carlos Fávaro

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