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Meta de inflação poderá ter novo prazo de referência. O que isso significa para a taxa de juros?

O ministro Haddad tem defendido publicamente uma mudança nos parâmetros adotados hoje para que o país tenha um sistema em que a meta de inflação seja contínua

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O calendário oficial do CMN prevê a discussão sobre as metas de inflação nos meses de junho (Lula Marques/Agência Brasil)

O calendário oficial do CMN prevê a discussão sobre as metas de inflação nos meses de junho (Lula Marques/Agência Brasil)

O Conselho Monetário Nacional (CMN) se reúne na quinta-feira, e um ajuste no sistema de metas de inflação será o principal tema em pauta. Formado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pela titular do Planejamento, Simone Tebet, e pelo presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, o CMN tem como principal missão definir as diretrizes da política monetária do país.

O ministro Haddad tem defendido publicamente uma mudança nos parâmetros adotados hoje para que o país tenha um sistema em que a meta de inflação seja contínua. Atualmente, a meta é definida seguindo o ano calendário - para 2023, o objetivo a ser perseguido pelo BC é manter a inflação em 3,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Mudar esta sistemática pode ser decisivo para os rumos da taxa de juros no país. O encontro do CMN está semana será a primeira reunião de Campos Neto com Haddad depois do BC manter os juros básicos do país em 13,75% ao ano e não sinalizar claramente uma redução da Taxa Selic em agosto.

O calendário oficial do CMN prevê a discussão sobre as metas de inflação nos meses de junho. Neste ano, seria discutida a meta de 2026 e rediscutidos os objetivos de 2024 e 2025. Mas o que também entrará em discussão agora será implantar um calendário móvel.

Como funcionaria a mudança na meta da inflação

Em vez de considerar um ano cheio para atingir a meta, o objetivo seria perseguido num período mais longo. Dessa forma, o BC poderia ser mais suave na sua atuação para manter os preços sob controle. A avaliação dentro do governo é que uma regra que não siga o ano-calendário poderia atenuar as pressões e reduzir as chances da a política monetária ser muito contracionista - ou seja, com taxas de juros muito elevadas.

Ainda não há, porém, uma definição clara de que essa mudança será feita agora, de acordo com integrantes do governo. Caso a sistemática de meta anual seja mantida, será preciso fixar um número para 2026. Caso mude, será necessário determinar o valor a perseguir num prazo mais longo (e qual será esse período, se 12 meses por exemplo, ou “ao longo do tempo”).

Atualmente, as metas são 3,25% neste ano e 3% em 2024 e 2025, com intervalos de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. A hipótese de mudar numericamente as metas de inflação foi praticamente descartada, apenas de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva falar nos seus primeiros meses de gestão sobre a possibilidade de adotar um parâmetro de referência mais elevado. O que está no radar da equipe econômica agora é a adoção de uma meta contínua de inflação.

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